A história do Morro do Alemão

Otto von Haffengraf chegou ao Rio de Janeiro em 1954. Integrante da Juventude Hitlerista, desembarcou em terras cariocas fugindo do Julgamento de Nuremberg e de um peteleco dado na orelha do Fürher quando este ainda mandava em alguma coisa na Alemanha.

Diferente da maioria dos turistas, Otto não foi logo à procura de diversão fácil e barata na noite carioca. Como militar que era, decidiu estabelecer-se no Rio de Janeiro tendo como base três pontos, a saber:

1 – Definir um local para a base de operações.
2 – Montar a base de operações.
3 – Captar fundos para manter sua base de operações.

O local foi fácil de encontar. À época, os morros do Rio de Janeiro eram pouco habitados. Bastava convencer três almas pueris de que o nacional-socialismo funciona e pronto. Estrategista que era, Otto achou por bem arrumar um local alto, com vista para a cidade que, caso lograsse sucesso, se chamaria Polônia de Janeiro. Em pouco tempo o Alemão, como era mais conhecido, conseguiu arregimentar quadros para seu plano de dominação em terras cariocas. Dali tentaria São Paulo e, mais tarde, iria até o Acre. Segundo documentos encontrados no Bracarense, o plano de Otto incluia mudar o nome daquele Estado para Acrechswitz.

Um dos grandes problemas de Otto durante sua estada em terras brasileiras foi a língua. Tanto que o nome do morro, hoje conhecido Morro do Alemão, quase ficou como Morro Bikernau. Alguns funkeiros protestaram, dizendo que teriam sérios problemas com a rima. Um deles, MC Vaustengraf, conhecendo quão ególatra era seu comandante, não pensou duas vezes e fez a rima que ainda hoje ecoa em corações teuto-cariocas:

Morro do Dendê é ruim de invadir, nóis do Alemão vamos nos divertir.

Otto aquiesceu, notando definitivamente que Bikernau não era uma boa. Apesar disso, algumas palavras em alemão ainda ecoam nas vielas deste complexo industrial. Exemplo disso é que para o transporte de drogas – único meio de arrecadar fundos para o sucesso do nazismo no Rio – não é feito pelos famosos aviõezinhos, mas pela temida Luftwaffe. Fato comum no Morro do Alemão são diálogos como:

- Ae Luftwaffe, tem de cinco aí?
– Guenta ae playboy, que eu já volto.

Outra peculiaridade do Morro do Alemão é que nenhum Übertraficantefürher (traficante) toma a boca de outro. Pelo menos não com esse termo.

- Ae galera, vamo apavora geral agora. Bóra pra blitzkrieg na boca do Cenoura.
– Formô aí, já é!

Para garantir a paz no morro, Otto implantou a temida SS. O grande problema foi que, devido ao dialeto falado no Rio, a sigla mudou ao longo dos anos e hoje é mais conhecida como ShSh. A princípio, Otto pensava se tratar de um problema com os comunicadores. Assim sendo, reuniu os Übertraficanteführer, os Luftwaffes e os Wermachts (soldados encarregados pela segurança do morro) e fez o teste “isqueiro – biscoito – porta – extra”, o mesmo adotado em campos de concentração na Europa.

Otto von Haffengraf morreu em 1987, durante uma blitzkrieg no Pavão-Pavãozinho. Segundo pessoas que estavam quando da morte deste líder teuto-carioca, sua frase de despedida foi:

- Por que diabos esse judeu fica de braço aberto, tirando nós de mané? Bóra geral fazer uma blitzkrieg na boca do Jota Cê!

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13 pensamentos sobre “A história do Morro do Alemão

  1. Tefinco disse:

    onde foi q tu viu essa besteira seu ignorante, essa merda é tudo mentira. Vai sentar em um formigueiro seu berda.

  2. mauricio grunspan disse:

    Bom dia,
    Hj em dia tem uma musica que esta fazendo um sucesso internacional,PARAPAPAPAPA!eu gostaria de saber qual o significado da frase “Morro do Dende…..nos do Alemaos vamos nos divertir”
    Seria nos do morro do Dende junto com as pessoas do Morro do Alemao vamos nos divertir? ou nos do morro do Dende vamos nos divertir as custas do Alemao=no sentido de policia etc…?
    Gostaria de receber um retorno se possivel
    muito obrigao
    Mauricio

    • bruno a disse:

      mauricio é assim o morro do dende é muito pesado em armamento intao fica dificil invadir la mais o morro dos alemao é mais facil intao da pra se divertir la intendeu espero que sim
      abraços…

  3. janaina disse:

    eu gostaria de saber se nome desse alemão era otto,então quem foi leonardo “maguetti makend”desculpe a forma de escrever pois realmente ñ sei, ecrevi como eu falo.então,esse aí é q falam q é o tal do alemão ou seriam a mesma pessoa vc sabe me explicar sou moradora do local. abçsss

  4. Ricardo Araújo disse:

    Estou fazendo uma pesquisa sobre alguns termos utilizados no nosso cotidiano sobre determinados termos. Inclusivel o Termo Alemão o que se refere ou qual seu real siguinificado. Incluindo em algumas músicas temos o termo Alemão no sentido pejorativo. Sendo assim necessito com certa urgência de uma resposta plausivel para essa resposta. Fico muito Agradecido com a resposta.

  5. Gabrielle pinheiro disse:

    Boa noite eu quero saber mais sobre isso , pois sou bisneta de Leonardo Kaczmarkiewicz o verdadeiro antigo dono do morro do alemão, que por sinal era chamado assim pelo sotaque péssimo do meu bisavô, ele era Polonês (apesar do apelido), vindo caçado de seu país pelos nazistas.
    Proucurem e verão que esta historia de Otto é um engano ,um horrível engano que diz respeito a minha familia,por tanto eu peço para que retirem ou corrijam o erro!

    • Nicácio disse:

      Concordo como o post acima percebe-se a total desinformação do blogueiro em questão. Este deveria ser menos depreciativo em relação a questões de valor histórico significativo como no caso a formação de uma das maiores comunidades do Rio de janeiro. Há de se levar em questão a relevância desta comunidade na formação dinâmica de nossa cidade.

    • Leo disse:

      Gente.

      Voces sao manés mesmo!!! Nao perceberam que o cara está apenas tirando uma com voces e inventou esta estória para fazer uma paródia e se divertir em cima?

      Vão ser manés assim no inferno.

      Leo

    • Gabrielle Pinheiro, então somos primas!!! Sou bisneta de Leonard Kaczmarkiewcz também, neta de Therezinha. Como te acho???

  6. Valter Barbosa disse:

    PÔXA CARA…ISSO É COISA SÉRIA VELHO.QUANDO VOCÊ QUISER VOMITAR MERDA,VÁ A UM VASO SANITÁRIO E DEIXE A NET LIMPA.POR FAVOR MEU!!!

  7. carol xavier disse:

    cara isso e uma tremenda historia nao se da pra imagina quando vemos hoje essa coisas acontesendo nunca saberiamos que por causa de uma pessoa que veio de outro lugar iria da inicio a essa catrastofe na sociedade brasileira .E mundial

  8. Jorge disse:

    Mauricio.
    Quanto a frase (o morro do dende e ruim de imvadir,nós do alemão vamos nos divertir)
    Era que nos anos 20,vários Baianos viéram para o RJ.e o local mas parecio com o pelorim aqui no RJ era a Ilha do Governador, devido as praias e a vista para a Bahia de Guanabara,então as baianas produzião o famoso oleo de dende no local,muitas sóbras escorrião pelas calçadas do morro e os alemães,com o interece de importar para a Alemanha o famoso oleo Baiano,tentaram invadir o morro mas não conseguião e escorregavão muito nos oleos escorridos nas calçadas,então foi a maior diversão na favela,pois hoje chamase comunidade, como não havia muita diverção na quela época o divertimento dos Alemães da epoca era se divertir escorregando nas calçadas do morro do dende.
    Pois então os alemães não coseguiram o feito, mas acharam o maior divertimento escorregar no morro.

  9. […] A história do Morro do Alemão junho, 2008 11 comentários […]

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