Eidon, eidon, eidon, pau na lomba do Poseidon
Fosse eu o Homem Aranha, o mar seria Doutor Octopus. Não que eu não goste de água, apenas abomino o fato de não poder controlá-la. Um chuveiro eu desligo, já o mar não, nem com toda a minha magnitude enquanto César e tal.
Mas como vemos nos quadrinhos, Peter Parker sempre enfrenta seus desafios para dar aquela ajuda para Nova York. E eu fui ao mar em nome de algo maior que a Grande Maçã. Afinal, imaginem o quão legal seria para a Imperatriz ver a cena mais jeca dos últimos dois mil e nove anos: este que vos escreve ao mar.
A coisa se deu mais ou menos da seguinte forma: entrei no mar, que no momento se comportava como se fosse uma grande piscina, começando infantil e se tornando olímpica. Uma marola aqui, uma marola acolá e todo mundo começou a ficar muito louco de marola quando menos vi, tinha água quase na na altura do peito, naquela região conhecida como “estou em pânico por ter água na barriga”.
Só que Poseidon é um cara meio filho da puta. Ele vê que você venceu um pouco dos seus medos (eu sempre pensava que poderia ser pior. Sei lá, um mar de ratos, por exemplo) e manda uma saraivada para te mostrar que ok, você pode ser imperador em terra, mas no mar não passa de alguém que chora feito uma criancinha. Cumprindo seu dever de soberano dos mares, o velho barbudo – que não é o capeta mas carrega um tridente – mandou uma marola mais alta:
- E agora amor, que eu faço, que eu faço, O QUE EU FAÇO!? AHHHHHHHHHHHHHHHH!
- Passa por baixo, Ju. Só isso.
Então eu mergulhei, braços batendo freneticamente, como se estivesse prestes a morrer. A marola passou, me empurrou um pouco e eu entrei em pânico. Não fosse o sorriso da Imperatriz, eu teria morrido ali mesmo. Veio a segunda, a terceira e a mesma cena patética se repetia. Até que veio a grande onda.
- Agora você abaixa mesmo.
- Mas eu…
- ABAIXA!
Eu não abaixei. O filho da puta do mar caiu por cima de mim. Fui levado à praia, batendo os braços na areia como alguém que perdeu seus óculos. Tinha dado mal jeito no braço, tinha engolido água salgada e não morri por azar de vocês. Mentira, não tinha como morrer, vez que fui parar em um lugar onde a água batia no meu calcanhar.
Mas juro que nunca mais digo que o Aquaman tem o poder mais fuleira dos quadrinhos. Devemos respeitar um cara que convence um camarão a ir para a panela.
Janeiro 2, 2009 às 1:33 pm
HHAHHAHHAHAHAHHAHHAHHAHAH
Sensacional. Deve ter sido uma cena antológica. Nas próximas férias tenha a decência de fazer um streaming (tecnologia taí pra isso) o/
Janeiro 2, 2009 às 3:38 pm
Cara, o mar é como aquele amigo gay gente boa da sua namorada: por mais que pareça perfeitamente confiável, não vire as costas pra ele.
Janeiro 2, 2009 às 5:17 pm
O jeca mais fofucho do mundo!
E a grande onda tinha, sei lá, vinte centímetros.
Janeiro 4, 2009 às 4:15 pm
[...] um porre. Tá, não foi tão ruim. Teve a praia, o sol, as cervejas, o carteado, as comidas e o namorado fazendo o jeca no mar. Isso foi legal. O resto foi o resto. Ano que vem espero ver 2010 chegar lá [...]
Janeiro 4, 2009 às 11:42 pm
Da próxima vez manda ele se abrir em dois e vai buscar uma pérola pra Imperatriz!
Janeiro 6, 2009 às 9:35 pm
Imaginar essa cena foi a coisa mais engraçada da semana (sim, antecipadamente). CALDO!!
Janeiro 10, 2009 às 3:24 am
hahahahahahahahahahaha! Queria ter visto isso…