Não basta ser amigo, é preciso perder a noção

Daí que o Eric e a Gabi casaram. Foram no cartório, assinaram papéis e tal. Nós, os amigos, ficamos sabendo. Eu e a Imperatriz chamamos a Gabi no MSN para dizermos algo de suma importãncia:

- CARALEO, SE FODEU! Vamos comer coxinha e tomar espumante?

Estavam abertas as portas do inferno. Com a ajuda ímpar da Alê, do Junior e da Lelê, a coisa foi tomando corpo e virando uma festa de verdade. A Márcia, mãe da noiva, e a Marília, tia da noiva, também foram peças fundamentais naquela que prometia ser a festa mais micada do ano. Pelo menos para o Eric.

Pessoas convidadas, presentes comprados, decoração, salgados, espumante, cerveja, gelo, jardineiro, lixeiras (!). A cada etapa que completávamos, tínhamos certeza de que uma coisa que nunca faríamos na vida é organizar casamentos. Sério, deve ser mais fácil colocar em fila indiana, por ordem de tipo sanguineo, 367 crianças que estão no Parque da Mônica.

Mas faltava salvar o Eric. Todo mundo sabe que ele ama a Gabi, mas também sabemos que festa de casamento e Eric não dão nem rima. Ele deixaria de ser personagem principal para ser alvo. Não que ele seja um ermitão, um misantropo. Ele é apenas mala mesmo. Mala, porém meu amigo. E num sábado a tarde, prestes a ir para o casório, tive a ideia que ia salvar o Eric de ser aloprado pelos próximos vinte e dois séculos.

Lembram de Um grande garoto, quando o Marcus resolve cantar Roberta Flack na frente de toda a escola e o Will dá uma ajuda para que ele não sofra de problemas psicológicos pelos próximos anos? Pois bem, me chamem de Will Freeman. Ou melhor, de Elvis Presley.

We caught in a trap!

We caught in a trap!

Se valeu a pena? Claro que sim. Apesar de todo o cansaç0, de todo o trabalho, das reuniões regadas a pizza, vinho aberto com saca rolha emprestado e ideias insanas, fizemos felizes dois amigos. E o Eric se salvou de ser o mico da sua própria festa. Quer dizer, isso até o tio da Gabi fazer com que ele se ajoelhasse e pedisse a mão dela em casamento. Eu apoiei, porque foi mais forte do que eu.

PS: Ok, eu confesso. Vesti a roupa do Elvis porque é foda e, se pudesse, trabalharia com ela, iria ao estádio com ela e ao boteco santo de cada sexta. Taí um cara que, mais do que ser o Rei, sabia se vestir.

PS2: obrigado a todos que foram a festa e que ajudaram nos preparativos e que tais. Sem vocês, Elvis was left the building para se acabar em anfetaminas.

8 Respostas para “Não basta ser amigo, é preciso perder a noção”

  1. Foi uma festa cheia de momentos épicos. Mas se vestir de Elvis, com certeza, foi o melhor de todo. Valeu, pessoal. Felicidades ao casal! \o/

  2. Eu fui, vi e sobrevivi! E se um dia eu casar em Vegas, te chamarei para ser o Padre! E o que acontece em Vegas, fica em Vegas!

    E duvido ir ao banheiro com essa roupa sem ajuda!

  3. And there I was killing them softly with my song.
    Valeu, puto!

  4. Foi uma festa cheia de momentos épicos. Mas se vestir de Elvis, com certeza, foi o melhor de todo. Valeu, pessoal. Felicidades ao casal! \o/ [2]

  5. Essa foi a sua piada insuperável. Se eu fosse vc fechava blog, twitter, orkut e fazia voto de silêncio para todo o sempre amém. Simplesmente pq vc nunca mais vai se superar.
    Eu tô rindo até hoje.
    E a festa foi incrivel! Alicinha que se cuide, pois o império contra ataca no ramo de eventos.

  6. HAHAHAHAHHAHAHAHAUAHAUAHUAUHAHUA!!!!
    Nessa você se superou!!!!! O que preparas para TEU casamento hein!?

  7. Valeu cada fail e cada pânico \o/

    Vc foi o segundo na festa depois da noiva :-P (sorry eric)

    Nem nos meus sonhos mais bizarros eu esperava que fosse tão legal como foi.

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