Arquivos da Categoria: Mulherada

CRTL S no erotismo

Fernanda Young veio com a proposta. “Vou salvar o erotismo”, disse a Jack Bauer da bronha no banheiro. Sabemos que é balela, coisa para vender revista. Mas ainda assim ficamos com aquela pulga atrás da orelha. “E aí, e se eu ficar de pau duro para a Fernanda Young? Será que devo procurar um analista?”.

Eu não tinha esperanças de que o erotismo precisava ser salvo. Porque nos dias de hoje precisamos salvar a África, salvar os bancos nos EUA, salvar judeus e palestinos, salvar o Corinthians. O erotismo talvez seja a commodity (sempre quis escrever isso) mais garantida de todos os tempos. Você passa fome mas não passa sem sexo. Exceção feita ao Bernard Shaw, que não trepava e tinha asco à putaria. Mas o Bernard Shaw devia ser assim porque nunca andou de ônibus no verão de Sampa, só pode.

quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor

Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor

Pois bem, Fernanda Young na Playboy é a moça do dia a dia. É aquela mulher estranhona que passa na Paulista e você escarneia, mas que pega na Funhouse sem pensar duas vezes. Vai culpar a cachaça, mas na verdade é o erotismo que está ali, precisando ser salvo da punheta de bêbado. E você pega, discute Guerra e Paz (parabéns Tolstói pelo livro mais chato de todo o sempre) enquanto se embrenha na Macondo vaginal da Fernanda Jovem. Renegar o ensaio dela é renegar quase todas as mulheres que você pegou. Exceto, claro, se você for o Vicent Cassel. Porque daí você pega a Mônica Belluci e, nesse caso, tem erotismo salvo no cache do Google, tá lá para todo o sempre.

Fato é que você comeria amarradão. Poderia até contar só para o melhor amigo, mas ia sem dó desbravar a ilha de Crusoé. Porque de punheta, literalmente falando, já bastam os livros do Sartre.

Memórias de minhas tristes putas

O Japonês havia casado. Trabalhava comigo há um bom tempo, o que rendeu convite para o casamento. Casal de japoneses em uma cerimônia evangélica. A noite começara estranha.

Eu tinha - sei lá - 18 anos e uma garrafa de Jack Daniels. O mais próximo que eu havia chegado de uma experiência sexual fora uma bolinada aqui e outra acolá na primeira namorada. Sim, aquela que queria casar virgem. Antes disso, talvez um episódio muito foda do Jiraya ou uma partida épica entre Bulls versus Lakers no NBA Jam. Com a garrafa em mãos, ouvi a sugestão que mudaria a noite:

- Bóra todo mundo pro puteiro!

E lá fomos nós para o Titanic, na Amador Bueno da Veiga. Ou na São Miguel, não me recordo.

Entramos no recinto. Todos duros, no sentido monetário da coisa. Inclusive meu ex-chefe, que tinha uma mania quase que doentia de atrasar salários. “Não consumam porra nenhuma, porque é caro pra caraleo e eu não tenho dinheiro”. Recado dado, lá estava eu tentando ser “the king of the world”, conforme as palavras do DiCapprio naquele filme maldito.

Foi a primeira vez que eu vi um peito. Assim, ao vivo, de pegar e tal. Antes, tinha a experiência do Cine Privê, na Bandeirantes. E algumas pornochanchadas que eu assistia furtivamente no SBT. Mas enfim, vi, peguei e venci. Ave César.

E, noite alta, vi que uma das moças da casa se engraçou para mim. Eu até era mais bonito naquela época mas, óbvio, ela estava ali para aumentar o superávit primário. O diálogo foi surreal:

- Vamos subir?
- Perae, a gente já sobe… – leia-se “deixa eu encoxar mais um pouco porque tô duro – em qualquer sentido que a palavra tenha!”.
- Vamos subir!
- Já vamos, perae…
- Vamos subir agora!
- Porra, tô sem grana!
- Então vá a merda, seu pobre!

Eu sabia que isso definiria o homem que eu sou hoje. Acho que encontrei o meu ponto de fuga rumo ao fracasso.

A outra vez em que uma moça da vida resolveu ralhar comigo foi um pouco mais recente. Aos 22 anos, se não me engano (é, estou com Alzheimer. Se eu lembrasse quem você é, mandar-lhe-ia tomar no… como é o nome daquilo mesmo?), eu tive a brilhante idéia de ligar a cobrar para uma prostituta da seção de classificados do jornal. Mudei o mundo escolhendo Yun Li, chinesa, chupa e tudo o mais:

- Plim plim plimplimplim plimplimplim…
- Alôôôô? – insira aqui um forte, fortíssimo sotaque do Nordeste.
- Alô. É a Yun Li?
- É siiiiiiiiiiim, visse.
- Putaquemepariucaraleo, tu não é chinesa nem aqui e nem na China!
- E tu é um pobre de merda que liga a cobrar! Pobre e viado (ou corno, não lembro)!

E a nossa chinesa de Nazaré das Farinhas bateu o telefone. Inconformado com a negativa, liguei de novo buscando redenção, o que sempre faço com as mulheres.

Mas a filha da puta ativou o sinal de fax.

Sobre o fetiche

Vários amigos, um bar, uma mesa:

- Cara, a mulher veio vestida de enfermeira. ENFERMEIRA!
- Puta merda! Eu, certa vez, comi uma ex-empregada de casa enquanto ela lavava o box do banheiro.
- Tinha quanto? Quinze anos?
- Nada, foi semana passada. E a nova já está no papo.
- Hahahahahaha. Já eu, sempre quis comer a Brigitte Bardot. Mas sabe como é, a passagem para a França é cara e ela nem dá mais tanto caldo assim. Daí eu peguei a lista telefônica e liguei para todas as Brigittes. Comi cinco.
- Porra, todas fodas?
- Nada, a maioria pior que a original. Nos dias de hoje.
- Pô, eu sempre fui afinzão de dar uma com a mulher do Ademir…
- Porra, Matos!
- Perae Ademir, deixa eu contar. Então, era louco para dar uma com a sua patroa. Daí uma vez eu cheguei na sua casa e você estava enrolado com umas coisas do trabalho. Cara, me controlei o máximo que pude, mas aquele short da Neusa, aquilo deveria ser o pecado na Bíblia, não a merda de uma maçã!
- SEU FILHO DA PUTA!

E o Ademir partiu para cima do Matos, que não esboçou reação. Afinal de contas, ele morria de vergonha de contar que seu fetiche de verdade era uma boa surra, não o short pecaminoso da Neusa.

Fracassar é virar história

Pois bem, estava conversando com essa moça sobre sucessos e fracassos em relacionamentos. E como é público e notório, eu tenho poucas vitórias homéricas, muitos fracassos dantescos e um sem número de sonhos quixotescos com a mulherada.

A certa altura da conversa, recordei de um desses fracassos homéricos, da época da faculdade. Essa história já foi contada em outros blogs por onde este escritor passou. Infelizmente, em todos eles, o final ainda continua o mesmo.

Pois bem, a moça que deflorou minha virgindade (eu falo igual uma mocinha dos livros da Jane Austen, dam it!), certa vez saiu muita bêbada depois de uma ida com o pessoal da faculdade ao bar.

Eu, cavalheiro que sou, não poderia deixá-la ir sozinha pra casa. Assim sendo, avisei aos amigos que a levaria e depois ia embora. Detalhe, eu não tinha carro, estava de Metrô. Daí que, na estação Pedro II ela resolve passar mal. Saimos do Metrô, ela vomitou na plataforma, cena romântica. Então eu escuto o anúncio que definiria a minha noite:

- Último trem com destino a Barra Funda dando entrada na plataforma tal.

“Fodeu”, pensei na hora, mas estava lá bancando o bom moço e, de forma educada, sugeri que entrássemos. Chegamos na Santa Cecília e eu a deixei na porta de casa. Ela me convidou para subir, mas eu já tinha conhecido a mãe dela e sabia que, se subisse, voltaria para casa sem um membro do corpo. E acreditem, esse membro não seria o braço.

Declinei o convite, disse que a mãe dela me mataria e voltei para o Metrô. Só que a estação estava fechada, e eu me vi no Largo Santa Cecilia com o seguinte inventário:

1 passe de metrô
1 cigarro
1 pasta com livros da faculdade
R$ 2,00

Resolvi que, se dormisse ali na entrada da estação, não seria roubado. E foi o que fiz. Fui acordado às quatro da manhã por um cara que cantava sabe-se lá o quê. Pedi um cigarro, ele não tinha. Disse que ia até a padaria comprar e ele foi comigo. Pensei que ia ser roubado, o que era mal porque a única coisa de valor que eu tinha era meu rim. No fim das contas, o cara me pagou um maço de Marlboro e um café.

No outro dia, moçoilo de livros do Eça de Queiroz que sou, resolvo ligar para a donzela, a fim de saber como tinha sido a noite dela. O que se deu foi isso:

- Capitu*, aqui é o Júlio, tudo bem?
- Júlioooooo! Tudo bem! Nossa, como eu cheguei em casa ontem?

Eu tampei o bocal com a mão e soltei um “VADIA” bem alto.

- Fui eu quem te levou, Cá…
- Nossa, achei que tinha sido a Marcela…

Mais uma vez, bocal tapado e o adjetivo “PUTA!”.

- Mas então Julio, por que você não dormiu aqui?
- Porque sua mãe ia me matar!
- Ia nada. Minha mãe foi passar O FINAL DE SEMANA EM FLORIPA…

Vale constar que eu era perdidamente apaixonado pela mulher.

* Para bom entendedor (e leitor de Machado) Capitu é puta.

É tudo uma questão de bancada

Vi há pouco a prova definitiva da teoria da Lelê, de que o tesão nos deixa para lá de reacionários.

Lembram do Mussolini, não? Se não lembram, perguntem para qualquer vovô judeu, número tatuado no braço calção corpo aberto no espaço, coração de quem se trata. Mussa era uma versão fanfarrona do Hitler. Tanto que, arte imita a vida, pediu para sair porque lidava com puta, com cafetão e com pizza.

Daí que fica o legado. E o legado é Alessandra Mussolini, netinha querida. Alê concorre ao cargo de deputada na Itália. Se liga na brachola:

O quê? Vai dizer que você ainda é comunista!?

Carla Bruni, Alessandra Mussolini… E ae, Manuela D’ávilla, quando você vai resolver o problema da esquerda?


“Onanistas de todo o mundo, uni-vos!”

Sério, resolve logo Manu. Porque a minha direita está com a “bancada” três vezes maior.

* fotos da Alessandra Mussolini gentilmente roubadas do sempre sensacional Altovolta.

rambo.blogspot.com

Estava aqui vendo Rambo II (vai, um baita clássico) e acabei achando o exemplar perfeito de mulher filha da puta. Mas daquelas filhas da puta mesmo, onde a mãe é chamada na zona por 37 apelidinhos carinhosos relacionados a posições sexuais.

Lembram da japinha/tailandesa/vietnamita/alguém que tem lojinha na 25 de março do filme. Vale dizer que John Rambo estava certo, a mulher dava um puta caldão e valia a pena matar os milicianos e os americanos traíras pelo picote inter-racial.

Pois bem, John foi lá para resgatar uns conterrâneos que fizeram a bobagem de escolher o país errado para o weekend, achou a mulher e, em um lugar onde só tem bambu, passa-se a vara na fêmea ou morre-se na dúvida. Antes mesmo que Rambo pudesse dar aquela bimbada múlti-étnica, porém, os chinas encheram a mulher de azeitona, porque esse povo é chegadão em dar pipoco em mulher, monge, criança e base aliada do governo, esses seres indefesos ou sem defesa.

Daí que a moça está lá, peitinho molhado por ter tomado tiros no rio. John Rambo, apesar de puto da vida, é um cara esperto e já começa a cogitar a necrofilia. Para checar se vai fazer cagada, ele dá aquela conversada que antecede o coito nesses países onde a lei é dura:

- Fala comigo! Fala comigo!

E a china girl, ao invés de dar aquele suspirinho “me come”, solta na lata:

- Você… você não vai me esquecer?

São mulheres assim que fazem o cara montar um blog.

Coisas que você (Júlio) não pode dizer para ela sob pena de uma ótima resposta

- Sabe, por você eu me jogaria na frente de um caminhão.
- Cá estamos, querido. Na Dutra…

- Eu te amo tanto que acho que vou explodir!
- Jura? Bóra para Tel Aviv! Te dou o Alcorão!

- Quando eu te vi pela primeira vez, vi a mãe dos meus filhos.
- Eu também acho a adoção algo válido.

- Eu sou capaz de passar o resto dos meus dias com você!
- Óun, que lindo, nós dois correndo pelos campos minados de Ruanda!

- Por você, eu limparia os trilhos do metrô…
- Ok! *empurra da plataforma da estação Sé. As seis da tarde*

E por aí vai, até o infinito.

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