Arquivos da Categoria: Pega no meu controle!

O bode e a cabra

Pois devo assumir que a beleza de Rock Band Beatles vai além da abertura do jogo, que é fantástica. A ambientação é perfeita, a sinergia entre o público e a banda beira o absurdo e outros mil fatores comprovam que a Harmonix e a MTV acertaram em cheio.

Mas fica a pergunta: se conseguiram caprichar tanto, porque não fizeram isso antes? Porque chega a ser risível jogar Rock Band depois dos Beatles. O primeiro tinha lá suas inovações, isso é óbvio. Mas o segundo, exceto aquela chatice de fãs e afins, não muda em nada. Apenas em uma cidade a tela fica meio lisérgica, algo foda por sinal, mas só. No mais, continua aquele fundo confuso de Rock Band, uma cara de show da banda Motores no CB, coisa que o Guitar Hero supera com seus grandes palcos, principalmente GH Metallica.

Apesar da lista de músicas – e aqui é questão de gosto, acho os Beatles chatos pacaraleo – Rock Band Beatles é um jogo que merece ser jogado até o infinito, sozinho ou com amigos. Mas bem que poderiam aproveitar e relançar o do AC/DC com gráficos melhores e, claro, com os caras da banda.

Para os fãs de Beatles que vierem aqui comentar que eu me rendi, deixo de presente I wanna hold your hand, as made famous by Rita Lee.

Duvido que alguém tenha feito uma “tradução” dessas com músicas do Sabbath.

Niko Bellic, te dedico!

Ando perseguindo a Mega Sena como forma de salvação vez que Deus, as armas e o Estado são demasiado Idade Média. Mas, ao mesmo tempo em que minha cruzada para ficar rico falha miseravelmente, no GTA IV eu sou o fodão: tenho 300 mil doletas, carros a rodo e duas mansões, além de um muquifo no subúrbio russo de Liberty City. Ontem assaltei um banco e, como diria Mano Brown, me formei ladrão.

No Winning Eleven, às vezes, faço chover. Na vida real eu fui tão bom jogador de futebol que acabei jornalista.

E o que dizer de God of War senão que eu trucidava os deuses gregos, aqueles frescos, como se fossem pedaços de papel. Na vida real nunca tive coragem de encarar Zeus, um doberman que era o terror da Casa Verde.

O Guitar Hero diz que eu sou rock, e amigos ilustres como Lemmy Kilmister, Ozzy Osbourne e Lars Ulrich me acham o fodão e fazem jam sessions comigo. Tenho um Camaro, um Jaguar, um Golf turbinado e meia dúzia de lixos coreanos no Forza. Já consegui prender o Geléia e sei lá quantos fantasmas em Ghostbusthers. Mandei Lavos à puta que pariu no Chrono Trigger e salvei o mundo em Metal Gear Solid. Várias vezes.

Claro que isso não vale nada na vida real, onde eu continuo acordando cedo para vir ao trabalho, me equilibrando em corda bamba e frouxa no final do mês e tentando ler D. Quixote, tudo isso sem sucesso. A vida deveria ser uma sequência de botões, com direcional para onde você quisesse ir e missões aleatórias engraçadas. Ok, as missões aletórias existem, e são engraçadas. Ponto para a vida real.

Pior ainda é que em algum lugar entre a segunda série e a faculdade eu salvei o jogo na hora errada e, se tentar dar load, vai voltar quase tudo cagado. Porque não chega a ser uma vida de merda, mas rola um peido molhado aqui, outro acolá.

E por falar em vida real versus videogame, até nele ando rodando bonito. Dead Space a noite é impossível. Me cago de medo, puta jogo pau no cu!

Posts pagos que você sempre quis fazer mas não tinha internet para divulgar

A Nintendo, sempre a frente em relação aos concorrentes, acaba de lançar o produto que vai revolucionar o mercado de videogames: a Super Scope.

Mais do que um controle de videogame, a Super Scope é uma bazuca que transforma o jogador em um miliciano do Taleban sem que ele tenha que sair de casa. Você pode alvejar aviões, carros, uma embaixada americana ou mesmo uma sinagoga!

Morram americanos, MORRAM!!!!! LOLOLOLOL!

Morram americanos, MORRAM!!!!! LOLOLOLOL!

Mas não é só isso. Reparem na portabilidade da Super Scope. Se você quiser ir jogar na casa de um amigo, só precisa de uma ajuda da Granero para transportá-la. Portátil, inteligente e super divertida. A Super Scope, certeza, vai durar anos e anos no mercado de videogames. Sério, acho que mesmo que lancem uma guitarra com botões, nada será mais divertido do que a Super Scope!

Cabe perfeitamente em um galpão no Porto de Santos!

Cabe perfeitamente em um galpão no Porto de Santos!

A Super Scope veio para ficar. Mal posso esperar o viral deles, onde explodiremos dois órgãos do governo dos EUA.

Blogueiro famoso com a sua Scope.

Blogueiro famoso e formador de opinião com a sua Scope.

Futebol, um joystick de supresas

Os leitores desta joça sabem que eu gosto de futebol. Ok, virão piadinhas do tipo “gosta de futebol e torce pro Corinthians?”, e tal. Sério, enfiem um sorvete na testa, porque essa piada é ruim até para mim.

Mas enfim, gosto de futebol. Me pego vendo América e Ponte Preta pela Segundona assim, do nada. É, eu sei, mais piadinhas ruins como “fica vendo América e Ponte esperando o jogo do Corinthians na Segundona” virão. Segundo sorvete na testa, por favor.

E claro, gosto de tudo ligado ao futebol. Camisas, histórias, livros, filmes, Corinthians e, principalmente, jogos de videogame. Se você soltar um “gosta de futebol de videogame porque é o único lugar onde o Corinthians pode ganhar uma Libertadores”, eu vou pedir, encarecidamente, que enfie um controle de Nintendo 64 no cu. E não esqueça do Rumble Pack, ok?

Comecei a jogar bola pelos consoles com o clássico World Cup Soccer Italia 90, do Mega Drive. Para quem não ligou o nome a pessoa, era aquele jogo onde os atletas pareciam pombos. Sim, aqueles ratos com asas que cagam na cabeça alheia.

É um pássaro? É um avião? Não, é gooooooooooool!

É um pássaro? É um avião? Não, é gooooooooooool!

O jogo era ruim, tinha uma jogabilidade terrível e em nada lembrava futebol, exceto pela bola. Se bem que ele tinha uma sacada sensacional: quando você dava um bicão para o alto, a bola vinha em um efeito 3-D (forcei) ficando maior conforme a altura. Era lindo isso.

Depois dessa, conheci o herói de todos os artilheiros de videogame. Em uma época a qual não tínhamos Henry, Messi ou Ronaldinho nos jogos de videogame, o mito Janco Tianno – atacante da seleção brasileira no Fifa 95 – fazia o papel dos três. Se houvesse um Pelé na história do futebol de consoles, Tianno seria esse cara.

Tianno comemora o gol 12 mil. Anos mais tarde, o soco no ar seria imitado por Pelé.

Tianno comemora o gol 12 mil. Anos mais tarde, o soco no ar seria imitado por Pelé.

Outros futebóis [/Jardel] surgiram até aquele que é o melhor de todos os tempos: International Superstar Soccer DELUXE! (caps e exclamação para dar a sensação de emoção da apresentação do jogo). Porra, tinha chapéu, chapéu mexicano e era perfeito. A jogabilidade era única e as mentiras eram muito, mas muito menores que a série Fifa. Sem contar que, se Tianno era o Pelé, Allejo, atacante do Brasil, era o Maradona.

"Se o Allejo não tivesse nascido craque, teria nascido joystick" - Armando Nogueira

"Se o Allejo não tivesse nascido jogador, teria nascido joystick" - Armando Nogueira

Tudo isso é para dizer que sábado participarei de um campeonato de Winning Eleven com mais 31 blogueiros nerds. Mentira, tudo isso é para dizer que eu e o Eric participaremos de um campeonato de Winning Eleven no sábado. Ok, minto de novo. Tudo isso é para dizer que pelo menos uma partida eu ganho. Afinal de contas o placar do Pacaembu mostra que o número de vitórias neste embate épico é:

Eric 5 x 247 Júlio

E não bastasse isso, vou como leitor do Melhores do Mundo, o site nerd mais safado das Terras Infinitas e além. Merda, eu vou tietar, certeza.

PS: Se eu jogar com o Barcelona, tenho chance de ganhar mais duas partidas. Porque quem tem Messi não precisa de Edmundo.

Puta que o pariu, é o melhor mongol da Argentina, é o Messi!

Puta que o pariu, é o melhor mongol da Argentina, é o Messi!

O Messi tem cara de bobo até no videogame, impressionante.

Rei esperto só morre no xadrez

Quem foi o primeiro rei/imperador/donodabagaçatoda a ter a brilhante idéia de comparecer ao campo de batalha? Porque, sem dúvida nenhuma, nasceu aí o maior dos imbecis, ganhando de longe deste que vos escreve. E olha que eu sou capaz de atos que coram de vergonha uma anta.

Tudo bem, você pode dizer que o cara foi conferir qual era dos seus milicos. E na época não tinha nada de satélite, webcam, strip no msn, essa porra toda que hoje nos permite ver o útero de uma guerra. Mas vejam só, sois rei cazzo e, assim sendo, pelo direito divino adquirido você nada mais tem de fazer além de ficar lá no palácio, rindo das piadas ruins do bobo da corte ou acessando o Kibeloco. Tem de ser muito trouxa para levantar sua bunda real do trono real de modo a conferir uma guerra na real. O povo que se foda bem longe do seu soberano.

Por isso que a democracia é bem melhor que a monarquia. Se o Brasil entrar em guerra amanhã, os churras do Torto não acabam. Certo é que com o nosso poder de fogo de dois segundos, não dá tempo nem do mandatário pensar em levantar sua bunda companheira e ir ver qual é do conflito. Mesmo porque, poder de fogo por poder de fogo, o dele é maior. Mas o Bush, por exemplo. O cara aparece no Iraque a cada solstício, sempre achando que está nos Emirados.

Agora o rei, mané absoluto, tem mania de ir ver a guerra de perto. Qual é, pô! Em alguns casos, esse rei é Deus na Terra, certo? Então usa a lenga-lenga de “poder divino” e declara onipresença, enquanto vê a putaria comer solta no Palácio de Versalhes. Está entendiado? Queime três bruxas, aumente os impostos, enfie o dedo real no orifício real.

Ouviu, Carlos VII? Prestou atenção no texto? Pois quando você tiver a brilhante idéia  de acompanhar a Joana D’arc no campo de batalha, pense duas vezes, seu merda!

*Fim do desabafo nerd sobre o jogo Jeanne D’arc, para PSP*

Falando em nerdices, no Rio de Janeiro a polícia prendeu a “Liga da Justiça”. Trata-se de uma milícia, comandanda por um deputado do Democratas e um do PMDB, que atuava na zona oeste da cidade prestando serviços básicos como controle do transporte irregular, superfaturamento de botijão de gás e ligações clandestinas de TV a cabo. Sério, a polícia chegou quando estava reunida a “Liga da Justiça”. Vejam bem, “Liga da Justiça”.

Vamo invadi a boca do Luthor, caraleo!

Eu pegaria uma lotação irregular com o Bátima como cobrador. E encoxaria a Mulher-Maravilha em um tanque de roupa qualquer de Campo Grande. FREE JUSTICE LEAGUE!

Jardim Grécia é muita treta

Eu e o Eric, na mais completa falta do que fazer, elaboramos o casting de God of War: Spartans indahood. Nunca jogou God of War? Porra, levante-se agora e vá perder 20 horas da sua vida viciando alucinadamente em um dos melhores jogos já feitos para qualquer console.

Enfim, para quem nunca jogou, a história é mais ou menos assim: Kratos é um guerreiro espartano que negociou sua alma com Ares, o Deus da Guerra. Durante o esquema, ficou definido que:

- Pelo presente contrato o locatário, Kratos de Albuquerque e Souza, cede o direito de sua alma, bem como os bens a ela diretamente ligados, ao locador, Ares Tavares Bastos, ficando de comum acordo que este contrato só será cancelado perante a assinatura de juiz supremo e todo poderoso do Olimpo, Zeus Austregesilo de Souza, junto a este cartório sito no Monte Olimpo, sem número.

- Fica ainda estipulado que o locatário tem prazo de 2 (dois) minutos para reclamar com os deuses sobre sua condição de semi-deus. Qualquer inconveniente ocorrido após o supracitado período será de ordem e responsabilidade do locatário, tendo de arcar com as conseqüências de suas ações perante o locador na presença do juiz supremo.

- Assim, determinado está que a alma de Kratos de Albuquerque e Souza pertence ao monte Olimpo, representado nesta missiva por Ares Tavares Bastos.

Daí que com os poderes de Deus da Guerra (Babylon neles, para quem não se ligou no título do jogo) Kratos – que estava a beira da morte – liquidou com o exército invasor e manteve a glória de Esparta. Só que, tal qual homem bêbado e/ou corno, não soube controlar sua fúria e, puto com o mundo e revoltado com o sistema, matou a mulher e o filho e foi ao cinema. Digo, foi até o Olimpo, resolver as coisas com o juiz supremo, Zeus.

Temos então o típico cara que não se encaixa no contexto da comunidade, o tal do pária. E baseados nesses fatos, criamos God of War: Spartans Indahood, uma espécie de Everybody hates Chris, mas com mais sangue. Para o casting, temos:

Kratos: Gerard Butler
Zeus: Samuel L. Jackson
Athena: Michelle Rodriguez
Ares: Mos Def (ou o Ice Cube)
Perseu: 50 Cent (ou Djmon Houson)
Teseu: Denzel Washington
Colosso de Rodes: Michael Clark Duncan
Atlas: Danny Glover (voz)
Coveiro: Eddie Murphy
Oráculo: Beyoncé
Poseidon: Terence Howard
Medusa: Diana Ross ou Whitney Houston
Irmã da Medusa: Aretha Franklin
Bárbaro: Shaquile O’neal

Direção: Spike Lee

O enredo segue a linha acima: Kratos acaba de se mudar para a quebrada de Esparta. Por ser o único branco no raio de 30 quilômetros, enfrenta a desconfiança dos manos espartanos, galera firmeza que comanda todas as paradas da região. Mas Kratos é um malucão firmeza e começa a entrar na função dos nigros, man! Depois de passar umas arma e uns esquema pra boca de Atenas, Kratos começa a chamar atenção da função, que resolve mandar ele pra boca de Hades, porque o malucão tá se crescendo. O que eles não contavam é que geral de Esparta tá na fita pra passar um pano para Kratos. E o que Kratos não contava é que, maior que o medo, ele tinha a decepção da trairagem, crocodilagem total, dos maluco de Esparta. Agora, sem família, sem amigo e sem carteira do SUS, mano Kratos vai caçar um por um nas quebradas de Esparta até chegar no cara que comanda a maloca: Jesus.

- É Zeus! Só porque eu sou negro você acha que eu sou mexicano?*

Não percam, em um cinema firmeza mais perto de você.

*Piada gentilmente roubada do filme Duro de matar: a vingança

O maior office-boy de todos os tempos

Estava dando aquela lida diária no MdM, quando me deparei com este vídeo.

 

Caraleo, isso é DOENTE! DOENTE! Se um dia eu fizesse isso no fliper nunca mais encostaria em um joystick na minha vida. Sério, o ser que faz isso não precisa jogar mais nada. PORRA, QUE INSANO ISSO!

O cara que fez isso não é um simples office-boy. Ele é o Ben Hur dos office-boys, o Lawrence da Arábia, ele é um mito! Sério, esse cara deve entrar no fliperama e as pessoas se cagam só de vê-lo. Ele é como o Keyser Soze, o Bill! As pessoas devem puxar armas e se matar quando na presença dele. Ou então darem um “self-fatality”. Isso não é humano!

E “it’s madness, IT’S MADNESS!” é a melhor frase final de lutas no Street Fighter que eu já vi.

Falando em videogame, fui convidado (mentira, me convidei na cara larga) para fazer um detonado do God of War no melhor blog de videogames da humanidade. Queria eu ser um vagabundo, merda!

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