Os leitores desta joça sabem que eu gosto de futebol. Ok, virão piadinhas do tipo “gosta de futebol e torce pro Corinthians?”, e tal. Sério, enfiem um sorvete na testa, porque essa piada é ruim até para mim.
Mas enfim, gosto de futebol. Me pego vendo América e Ponte Preta pela Segundona assim, do nada. É, eu sei, mais piadinhas ruins como “fica vendo América e Ponte esperando o jogo do Corinthians na Segundona” virão. Segundo sorvete na testa, por favor.
E claro, gosto de tudo ligado ao futebol. Camisas, histórias, livros, filmes, Corinthians e, principalmente, jogos de videogame. Se você soltar um “gosta de futebol de videogame porque é o único lugar onde o Corinthians pode ganhar uma Libertadores”, eu vou pedir, encarecidamente, que enfie um controle de Nintendo 64 no cu. E não esqueça do Rumble Pack, ok?
Comecei a jogar bola pelos consoles com o clássico World Cup Soccer Italia 90, do Mega Drive. Para quem não ligou o nome a pessoa, era aquele jogo onde os atletas pareciam pombos. Sim, aqueles ratos com asas que cagam na cabeça alheia.

É um pássaro? É um avião? Não, é gooooooooooool!
O jogo era ruim, tinha uma jogabilidade terrível e em nada lembrava futebol, exceto pela bola. Se bem que ele tinha uma sacada sensacional: quando você dava um bicão para o alto, a bola vinha em um efeito 3-D (forcei) ficando maior conforme a altura. Era lindo isso.
Depois dessa, conheci o herói de todos os artilheiros de videogame. Em uma época a qual não tínhamos Henry, Messi ou Ronaldinho nos jogos de videogame, o mito Janco Tianno – atacante da seleção brasileira no Fifa 95 – fazia o papel dos três. Se houvesse um Pelé na história do futebol de consoles, Tianno seria esse cara.

Tianno comemora o gol 12 mil. Anos mais tarde, o soco no ar seria imitado por Pelé.
Outros futebóis [/Jardel] surgiram até aquele que é o melhor de todos os tempos: International Superstar Soccer DELUXE! (caps e exclamação para dar a sensação de emoção da apresentação do jogo). Porra, tinha chapéu, chapéu mexicano e era perfeito. A jogabilidade era única e as mentiras eram muito, mas muito menores que a série Fifa. Sem contar que, se Tianno era o Pelé, Allejo, atacante do Brasil, era o Maradona.

"Se o Allejo não tivesse nascido jogador, teria nascido joystick" - Armando Nogueira
Tudo isso é para dizer que sábado participarei de um campeonato de Winning Eleven com mais 31 blogueiros nerds. Mentira, tudo isso é para dizer que eu e o Eric participaremos de um campeonato de Winning Eleven no sábado. Ok, minto de novo. Tudo isso é para dizer que pelo menos uma partida eu ganho. Afinal de contas o placar do Pacaembu mostra que o número de vitórias neste embate épico é:
Eric 5 x 247 Júlio
E não bastasse isso, vou como leitor do Melhores do Mundo, o site nerd mais safado das Terras Infinitas e além. Merda, eu vou tietar, certeza.
PS: Se eu jogar com o Barcelona, tenho chance de ganhar mais duas partidas. Porque quem tem Messi não precisa de Edmundo.

Puta que o pariu, é o melhor mongol da Argentina, é o Messi!
O Messi tem cara de bobo até no videogame, impressionante.