Decadence avec elegance

Postado em Imprensa Marrom em Setembro 30, 2009 por Júlio César

Dádiva provavelmente concedida pelos deuses ou força maior que você venha a crer, a autocrítica anda mais em desuso do que polainas. Exemplo clássico está no Estadão de hoje, em uma matéria com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

O demônio de disfarça de jornal para testar sua fé

O demônio de disfarça de jornal para testar sua fé

Vale pelo menos a ironia por parte governo: o ministro de Minas é mais feio que bater na mãe com Medida Provisória.

Crise de superpoder

Postado em Contos em Setembro 28, 2009 por Júlio César

- Cara, esse negócio cansa demais…
- Que negócio?
- Esse de ser o Deus do Trovão e tal. Porque pensa bem: se o mundo estivesse numa relax, numa tranquila, numa boa, ninguém acreditaria que um mané da roupa ridícula veio de Asgard com um martelo…
- Pô, é o Mjolnir. E Tim Maia racional é do caralho!
- … então, um MARTELO, sem contar o capacete de asinhas – e eu rio disso sempre que posso – para salvar o mundo. Entende o que eu digo? Uma roupa patética e asinhas no capacete. E uma merda de um martelo de bater bife.
- A vida é injusta com os grandes.
- Porra nenhuma! O Obama tá lá, na dele. Qualquer coisa é só me chamar. Ou te chamar. Isso cansa.
- Crise de superpoder é a primeira vez que eu vejo.
- E todo mundo tem livro para suas crises. Tem livro para crise de escritor, para crise de meia idade. Agora eu me fodo, com asinhas na cabeça.
- Você tá meio obcecado com esse negócio das asas, né?
- Obcecado? Tu já usou essa merda? Eu sempre acho que as pessoas riem por dentro, quando eu entro com a minha capa ridícula e as asinhas. Sem contar as falas empoladas. O puto do Shakespeare morreu e eu tô aqui, falando desse jeito merda.
- Eu tenho asinhas na cabeça também. E veja, eu combato as mazelas do mundo com um escudo. Ninguém me deu uma arma nem nada. Me deram uma superforça mequetrefe e um escudo. Queria muito poder desintegrar alguém com uma arma, mas olha que merda, tenho um escudo. Eu jogo o escudo nas pessoas, daí elas no máximo ficam tontas e a vida segue. O Tony, ele desintegra pessoas. Eu deixo elas tontas para o Tony. E ele voa.
- Voar é legal, concordo…
- E porra, eu represento a América. É mais ou menos como ser torcedor do Fluminense ou anti-semita nos dias de hoje. Eu sinto o asco por parte da galera quando chego naquelas republiquetas de bosta para tirar um ditador qualquer do poder. Os caras me destratam com razão. Digo, qual é o propósito? Tiramos o cara e uau, tudo muda. Porra nenhuma, eu digo!
- Cara, eu não discuto política de vocês, humanos.
- Mas asinhas você discute, né?
- Senhores, aqui está, uma porção de asas de frango e dois bifes.
- Filha da puta, tua mãe é tão gorda que o Blob disse para ela emagrecer!
- Leva na esportiva, pô. Pedi uma vez isca de peixe pro Namor e ele chorou igual uma menininha. Peguei leve, vai.

Jornalismo literário

Postado em Imprensa Marrom em Setembro 24, 2009 por Júlio César

A história de Hildebranco Paschoal ganha, a cada ano que passa, cara de ser a história mais surreal de todos os tempos.

Primeiro pelo fato de ter acontecido no Acre, a nossa Shangrilá. Depois, por ter uso de uma motosserra, uma vibe Evil Dead foda.

Mas a Folha caprichou hoje no relato do julgamento de Hildebrando. Segundo o jornal, o ex-deputado e coronel reformado matou Michael Myers, notório vilão do filme Halloween. Vamos ao trecho:

Para a maioria dos sete jurados acreanos que formaram o conselho de sentença, Hildebrando é o responsável pela morte de um homem com tiros na cabeça após sessão de tortura em que a vítima teve os olhos perfurados, pernas, braços e pênis amputados com um motosserra, além de ter um prego cravado na cabeça.

Espera, o cara perfurou os olhos da vítima, amputou pernas, braços e o pau do cara com uma motosserra (!!!!!!!!!), cravou um prego na cabeça e só conserguiu matar com tiros na cabeça? E onde, nesse mundo, existem sete jurados acreanos?

Deu Honduras? Tome Dreher!

Postado em Daily Planet, Imprensa Marrom em Setembro 23, 2009 por Júlio César

22 de setembro de 2009

Manuel Zelaya, cover do Ratinho e ex-presidente de Honduras, chega à capital daquele país disposto a retomar o governo. Sem dinheiro para se defender, homem morto e cagueta sem ser, Zelaya se refugia em um McDonalds. Expulso por funcionários, recorre a uma loja de conveniência. Expulso por frentistas, recorre a embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde é recebido com festa.

22 de setembro de 2009

O governo golpista de Honduras cerca a embaixada brasileira e corta o abastecimento de luz e água. Como prova de que não está brincando com a política internacional, instala um pacote Speedy no prédio. Funcionários brasileiros descobrem um plano do governo golpista para invadir o Brasil e colonizar o país. Tentam entrar no MSN para chatear com o MinistroCelsoAmorim@hotmail.com. Não conseguem.

25 de setembro de 2009

Hondurenhos dão tapa com luva de pelica no Brasil ao invadir a embaixada para usar o banheiro. A nação se sente ofendida e Lula vai à ONU, para declarar guerra ao país mezzo caribenho, mezzo América Latina com borda recheada de Panamá. O discurso do presidente brasileiro é tocante, porém os únicos que falam português na ONU estavam naquele momento na Berta Brasil Boutique, tomando um cafézinho brasileiro. Ninguém que estava presente entendeu ou deu a mínima.

27 de setembro de 2009

Porta-aviões de papelão e barcos de papel hondurenhos chegam à costa brasileira. Com mamonas, a fragata bombardeia o Forte de Copacabana e a praia da Joaquina. Militares e surfistas recorrem ao presidente Lula. O presidente pede ao colega francês, Nicolas Sarkozy, que mande depressa os caças Rafale comprados junto aquele país. Sarkozy, desconhecedor da greve dos Correios, coloca os aviões no Sedex.

30 de setembro de 2009

A tropa hondurenha começa a desembarcar na costa brasileira. Em Salvador, os golpistas param para tomar uma água de coco e, em seguida, invadem a casa de Caetano Veloso. Inspirado, o músico grava “O Haiti não é mais aqui, agora temos Honduras” e a Bahia dança o Carnaval ao som do novo sucesso.

02 de outubro de 2009

Golpistas hondurenhos vão ao Paraná e matam Carlos Massa, também conhecido como Ratinho. Zelaya chora a morte do irmão.

03 de outubro de 2009

Lula liga para o presidente dos EUA, Barack Obama, e pede ajuda. Obama vai ao Congresso buscar apoio para o Brasil, mas é interrompido por Kayne West, que diz que vai deixá-lo terminar de falar mas ressalta que a Operação Condor do Kissinger é muito melhor do que a possível ajuda. Os congressistas concordam e West se torna o segundo presidente negro dos EUA.

05 de outubro de 2009

Kayne West Wing vira série e interrompe o sucesso de Two and a half man.

06 de outubro de 2009

Sem ver futuro nos esforços de combater o exército hondurenho, Lula vai para os EUA onde vira The Man, ou O Cara, um rapper prestigiado por todos em seu estilo musical.

06 de outubro de 2009

O governo golpista de Honduras declara que agora é dono do Brasil. Como mostra de boa fé com os vizinhos, devolve  o Acre para a Bolívia. Evo Morales, por sua vez, devolve o Acre para o Equador, que devolve para a Venezuela, que devolve para a Argentina, que devolve para a Suiça, que devolve para o Gabão, que devolve para os EUA. Após reunião na ONU, fica definido que o Acre realmente não existe. A área do antigo Estado é transformada em um imenso galpão, onde a esquadra de aviões de papel e a artilharia de mamona do novo governo hondurenho fica guardada para possíveis conflitos.

07 de outubro de 2009

O governo hondurenho decreta uma nova data para a Indepêndencia do país. Luis Caldas volta às paradas de sucesso com o novo hino do Brasil: Nega do cabelo Honduras.

17 de outubro de 2009

Os caças Rafale enviados por Sarkozy chegam ao Brasil. Sem saber o que fazer com eles, o governo hondurenho desmonta e transforma todos em escudos. É decretado feriado, tamanho o avanço na tecnologia de guerra por parte deste bravo exército.

18 de outubro de 2009

O dia do Escudo é seguido por outro feriado: o dia do Fogo.

27 de outubro de 2009

Depois de debater em fóruns e em blogs, a Meritocracia Informal da Internet resolve agir contra os déspotas hondurenhos e montam um site, hospedado na Ucrânia, onde repudiam qualquer ação do governo e fazem oposição à ditadura. Representantes do governo golpista não dão à miníma, vez que eles têm vida e não têm acesso à internet. O movimento #Hondurasoumoleamericano é um sucesso. No Twitter.

Irã lava mais branco

Postado em Daily Planet em Setembro 22, 2009 por Júlio César

Júlio César Soares
Teerã, guardiã, zum de besouro, um imã, branca é a tez da manhã

O Irã testou uma nova geração de centrífugas nucleares nesta terça-feira. Segundo o chefe da Organização de Energia Atômica e Doméstica daquele país, Isau-ra Ali Akhbar, com as novas centrífugas o país poderá lavar mais branco que qualquer outra nação do Oriente Médio. Já os governos ocidentais acreditam que o Irã quer lavar a roupa suja com judeus de uma vez por todas.

Órgãos internacionais afirmam que é louvável o Irã lavar mais branco que qualquer outro país, vez que o tema faz parte da soberania daquela nação. Porém, entidades em defesa do movimento gay acusam o governo iraniano de não usar sabão Omo.

Em carta às Nações Unidas, Mahmoud Ahmadinejad, porteiro e presidente do Irã, disse que vai reclamar ao Condomínio Geral das Nações Árabes o direito de lavar a roupa quando bem entender e que não pagará o condomínio em represália. Ahmadinejad terminou a carta dizendo que, se o sabão Omo fosse bom, se chamaria Omar.

Quem gosta só de fruta é feirante ou é dono de sauna

Postado em Daily Planet em Setembro 21, 2009 por Júlio César

Café da manhã de hotel é a realização de todo o gordinho. Você pode ignorar as frutas com garbo e avançar para as delícias cremosas preparadas única e exclusivamente para que você coma o equivalente ao almoço e jantar sem peso algum na consciência. E, em paz consigo, você vai ao restaurante com o coração e a mente domindados pelo mantra ”fruta eu como em casa”.

E lá estava eu no hotel tomando meu café preto e ansioso por um cigarro, ainda planejando o que iria comer. Paulo Zulu, aquele modelo-ator-jornalista, adentra o recinto com filhos e esposa. Levanto e pego meus dois pães franceses, manteiga, presunto e queijo prato. Termino e já avanço para os ovos mexidos com bacon (Obama, te dedico) e pão de queijo. Governador Valadares se fez presente.

Devorando a comida no melhor estilo Dona Redonda, passo a observar o café da manhã de Paulo. Uma fruta aqui, outra fruta acolá, mais uma fruta e, para dar aquela balanceada, uma fruta e um iogurte natural. O restante da familia segue o mesmo cardápio, exceto por um suco de melancia no lugar do chá.

Já eu fechei o menu confiança (acho o nome ótimo, parece programa de culinária com rappers) com uma queijadinha que, se não foi feita no céu, pelo menos foi embalada por lá. Paulo não comeu nenhum doce no café da manhã.

Juro que no elevador eu quase perguntei o que ele faz para desopilar todo aquele estresse causado por um prato cheio de frutas. Será que pelo menos uma vez por ano ele pega 30 costelinhas de porco e come com a mão, o rosto todo sujo de óleo, mãos escorregadias por causa da gordura, um sorriso de satisfação maculado por tiras de porco presas entre os dentes? Ou então vai a um daqueles restaurantes “como até morrer” e faz uns cinco pratos de nhoque? Porque ninguém consegue passar 365 dias sem comer uma queijadinha daquelas. Ou uma fatia de queijo prato.

É provável que eu morra antes dele. Mas de que adianta viver passando vontade? – Chico Xavier.

Candango e rodando

Postado em Daily Planet em Setembro 17, 2009 por Júlio César

Lembram quando o Renato Russo disse que João de Santo Cristo tinha ficado bestificado com a cidade. O mala não falava das luzes de Natal, mesmo citando isso na música. Aposto que João foi atravessar a rua e, assim como eu, ficou chocado quando viu que os motoristas PARARAM para que ele pudesse passar.

Aqui em Brasília é assim. O pedestre chega perto da faixa e o motorista já reduz para que ele possa chegar ao outro lado. E isso não é uma ou duas vezes por dia não. Se você ficar indo de um lado para o outro de uma avenida (vejam, não é uma rua, é uma avenida), o motorista brasileiro (em terra de Lula, lulamos) continua parado esperando que você se decida se vai ou se fica. Igual ao Roda Roda do Silvio Santos.

Imagine se você faz a bobagem de confiar no motorista na Faria Lima? Com o farol fechado para ele? Ia ver o Renato Russo mais cedo, certeza.

Brasília é a cidade mesa de funcionário virginiano. É tudo organizado por setores aqui. Passei por dois: o Administrativo, onde ficam os órgãos administrativos da nação, e o Hoteleiro, onde ficam os hotéis da nação. O cara já é organizado, você também não vai querer que ele seja original. Os prédios são como caixas – deve ser a verve comuna do Niemeyer, aqui tem a maior cara de Alemanha Oriental – e as quadras são maiores do que ego de blogueiro profissional. Deve ser por isso que se chama setor, olha eu na burrice.

Mas, apesar de toda a cagação de regra do arquiteto do comunismo com seus desenhos de criança autista do 3° C, não posso negar que a visão da Esplanada dos Ministérios e do Senado e Câmara a noite é fantástica. Pena o taxista ter me alertado que é perigoso andar por ali no horário. Eu até ia arriscar, mas vai que algum senador me bate a carteira. Ia até o Alvorada dar um alô, mas o Lulão mora mal e longe.

O que preciso mesmo por aqui é de um violão para conversar com os brasileiros. Aqui as pessoas não falam, elas cantam.

Deus no porta malas com 34 ovos

Postado em Daily Planet em Setembro 16, 2009 por Júlio César

Dia desses comentava que na época em que eu escrevia no Imperador do Blogspot, recebi um email com a melhor história de fé de todos os tempos. Esquece Rei dos Rei, Os dez mandamentos ou Superbad. História essa que reproduzo aqui vez que, assim como Jesus, Patrick Swayze e mais uma galera que não acreditou em Deus, o Imperador hospedado no Blogspot empacotou. O esquema é aquele, o email em negrito e os comentários deste sem negrito. Solta um texto caliente disque jóquei!

Na Bíblia está escrito (Gálatas 6:7): “Não vos enganeis, de Deus não se zomba, pois tudo o que o homem semear, isto também ceifa”

Se liga nas peças que Deus prega para quem é chegado em fazer piada com o nome dele.

TANCREDO NEVES: Na ocasião da campanha presidencial, disse que se tivesse 500 votos do seu partido (PDS), nem Deus o tiraria da presidência da República. Os votos ele conseguiu, mas o trono (reparem na ironia!) lhe foi tirado um dia antes de tomar posse.

CAZUZA: Em um show no Canecão (Rio de Janeiro), deu um trago em um cigarro de maconha, soltou a fumaça para cima e disse: Deus, essa aí é para você!

Nem precisa falar em qual situação morreu esse homem (ironia, aqui te tenhos de regresso!).

E a melhor de todas, entre a galera famosa:

BON SCOTE (sic): Ex-vocalista do conjunto AC/DC. Cantava no ano de 1979 uma música com a seguinte frase: “Don’t stop me, I’m going down all the way, wow the high way to hell” (Não me impeça, vou seguir o caminho até o fim, na auto-estrada para o inferno). No dia 19 de fevereiro de 1980, Bon Scote (sic) foi encontrado morto, asfixiado pelo próprio vômito.

Mas a conclusão do email, a melhor história já contada, envolve gente como a gente:

Brasil/2004.

Aconteceu na cidade de Londrina/PR uma cidade de 500 mil habitantes, um fato que chamou muito a atenção dos bombeiros no inicio do mês de setembro de 2004. Uma jovem de 19 anos que começou a beber e usar drogas, saiu para mais uma de suas “noitadas” com mais quatro jovens, entre eles um menor de idade, com apenas 13 anos de idade.

Os rapazes passaram em sua casa chamaram a moça e pelo que tudo indica já estavam embriagados com o som do carro em alto volume e bebendo (eles bebem o som do carro e cachaça, vejam que foda!). A mãe da moça desesperada acompanhou-a até o carro e disse a seguinte frase para eles:

- Deus acompanhe vocês…

Ouviu-se uma gargalhada dentro do carro e a moça tirou a cabeça para fora e  disse para sua mãe:

Só se ele for ao porta-malas, porque aqui está lotado! (nota: não podemos negar que foi uma resposta espirituosa)

Não demorou muito o motorista em alta velocidade perdeu o controle do carro em uma avenida e bateu de frente em um poste, os cinco ocupantes do carro vieram a falecer. Havia drogas e bebidas dentro do carro.

Quando a perícia técnica e os bombeiros chegaram ao local ficaram surpresos, pois o carro estava totalmente destruído, mas o porta-malas estava intacto. Quando os bombeiros abriram o porta-malas ficaram assustados com o que viram.

Havia dentro do porta-malas uma bandeja com 34 ovos (!?!) e nenhum deles se quebrou. Muitos outros homens importantes também se esqueceram que a nenhum outro nome foi dada tanta autoridade como a que há no nome de Jesus (mas não foi Deus quem salvou os ovos? O filho sempre quer se desenvolver mais que o Pai).

Várias perguntas ficam no ar depois dessa história: eram os ovos tementes a Deus? De que tamanho era o porta-malas para caber Deus e os 34 ovos? Que diabo (Glauber Rocha feelings) de gente é essa que sai de casa para “noitada” com 34 ovos no porta-malas? Se Deus é onigeral, porque não foi no colo de alguém, ou no teto? Imagina o quão legal seria se essa história fosse narrada pelo Cid Moreira?

SAIA DO MEU BLOG! ou carta de Vincent Schiavelli sobre a morte de Patrick Swayze

Postado em Cinema em Setembro 15, 2009 por Júlio César

Vocês lembrarão que eu sou o cara do Um estranho no ninho. Ou ainda aquele que encontra o Signore Salieri atolado em culpa por ter matado Mozart. Mas é certo que você vai se lembrar de mim como o cara que expulsou o Patrick Swayze do trem. Sim, eu sou Vincent Schiavelli.

Não compre cigarros no meu trem!

Não compre cigarros no meu trem!

Não vou perder tempo contando minha trajetória. Você pode encontrá-la no IMDB e em livros de cinema. Vai saber que eu já fiz As Panteras, Batman O Retorno, Starsky e Hutch, McGyver, a porra toda. Mas não vai adiantar muito pois, toda vez que você se referir a mim durante as conversas com seus amigos, vai ter de lembrar que eu sou o cara do trem.

Eu não preciso dizer o quão traumático foi ter feito Ghost. Com o perdão do trocadilho ruim, é um fantasma que eu carrego. A Whoopi se deu bem, ganhou um Oscar. Aliás, se deu bem nada, teve sorte mesmo. Já eu, sou conhecido no IMDB como o “Subway Ghost“. Em que mundo a Academia premiaria o “Subway Ghost” com um Oscar de melhor ator? Parece nome de lanche do Subway, algo com peixe branco, cebola, queijo branco e pão branco. Isso sem contar que em Amadeus eu sou conhecido como “Salieri’s Valet”. Isso, quase um estacionamento do Seu Salieri.

Pois bem, se você não sabe, eu morri em 2005. É bom dizer, porque tem gente que pensa que eu morri já na época do Ghost, tamanho brilhantismo da minha atuação. E quando eu morri, sabe o que as pessoas diziam? É, a merda do “saia do meu trem”. Daí eu fiz a escala toda, Céu, Inferno, Purgatório. Todos tinham um trem me esperando e os mortos, fanfarrões, saiam quando eu entrava. Agora estou até vendo. O Patrick deve chegar em breve. E quando ele chegar, todo mundo vai me trazer até ele para reencenarmos a coisa do metrô.

Você acha que a vida é um inferno? Se sim, só pensa dessa maneira porque não conhece a minha morte.

O bode e a cabra

Postado em Pega no meu controle!, Too old to rock em Setembro 10, 2009 por Júlio César

Pois devo assumir que a beleza de Rock Band Beatles vai além da abertura do jogo, que é fantástica. A ambientação é perfeita, a sinergia entre o público e a banda beira o absurdo e outros mil fatores comprovam que a Harmonix e a MTV acertaram em cheio.

Mas fica a pergunta: se conseguiram caprichar tanto, porque não fizeram isso antes? Porque chega a ser risível jogar Rock Band depois dos Beatles. O primeiro tinha lá suas inovações, isso é óbvio. Mas o segundo, exceto aquela chatice de fãs e afins, não muda em nada. Apenas em uma cidade a tela fica meio lisérgica, algo foda por sinal, mas só. No mais, continua aquele fundo confuso de Rock Band, uma cara de show da banda Motores no CB, coisa que o Guitar Hero supera com seus grandes palcos, principalmente GH Metallica.

Apesar da lista de músicas – e aqui é questão de gosto, acho os Beatles chatos pacaraleo – Rock Band Beatles é um jogo que merece ser jogado até o infinito, sozinho ou com amigos. Mas bem que poderiam aproveitar e relançar o do AC/DC com gráficos melhores e, claro, com os caras da banda.

Para os fãs de Beatles que vierem aqui comentar que eu me rendi, deixo de presente I wanna hold your hand, as made famous by Rita Lee.

Duvido que alguém tenha feito uma “tradução” dessas com músicas do Sabbath.