Cinco livros e um espaço mal ocupado na estante

Zander Catta Preta me mandou um meme, e que deveria mandá-lo a “memerda”. Putz.

Enfim, o esquema é simples, cinco livros e um Urbanóides. Urbanóides é a obra escrita pelo Zander, e que, em breve, vai mudar o título para Mongolóides, segundo idéia genial deste cara. Sem mais, vamos logo para a lista:

Crime e castigo – Fiódor Dostoiévsky
Um dos melhores anti-heróis da literatura atende pelo nome de Raskólnikov. A dubiedade dele quanto ao crime e a sociedade é sensacional. Dostoiévsky deu vida a alguém que mata, sofre e depois acha-se no rol de gente como Júlio César, Napoleão e afins. Só os predestinados sabem matar e vêm nisso uma necessidade. Ao mesmo tempo o personagem principal mutila-se com o assassinato cometido por conta de ideais libertários. Como se não bastasse a construção ímpar de personagens, o autor nos brinda com uma narrativa angustiante de São Petersbrugo. Comece a ler ontem, porque é foda!

Otelo – Willian Shakespeare
Eu odeio poesia. Nunca consegui entender porque uma história com rimas pode ser contada. Para mim já basta a música e eu nunca consegui ler qualquer letra, nem mesmo Faroeste caboclo, sem dar um arranjo qualquer para o escrito. Mas daí o Otelo caiu nas minhas mãos e fodeu tudo. Pelo simples fato de que todos os personagens conversam com você. Sim, sim, o corno do Otelo, o bucha do Cássio, a safada da Desdemona e porra, Iago. Cara, o Iago me dava dicas de coisas que eu sempre quis fazer mas nunca tive coragem. Ele me chamava de trouxa, manézão, lerdo, otário, prego, jão, zé, na minha cara. Filha da puta, eu ainda chava bacana quando ele fazia isso. Estavam lá as rimas, sonetos, essa porra toda e, de repente, o Iago virava e falava:

– Aí Júlio, dica bacana para foder alguém. Se quiser foder com alguém o livro é outro, chama-se Kama Sutra.

Cara, o Iago é muito fodão.

Revolução dos bichos – George Orwell
“Porcos são amigos, não comidas”. Possivelmente você já viu esse adesivo em alguns carros de São Paulo. E provável, quem carrega essa frase não leu o livro do Orwell. Cara, porcos são stalinistas. Porcos são filhos da puta, porcos tomam cerveja e jogam cartas! “Então não se sabia mais quem era homem e quem era porco” é a frase certa. A princípio você acha que se trata da história do Palmeiras, mas não se engane: os porcos do livro fazem mais do que charfudar e idolatrar o Valdívia.

As mentiras que os homens contam – Luis Fernando Veríssimo
Sabe aquelas histórias mentirosas que você conta sobre mulheres, cotidiano, futebol e que tais? Pois então, mal você sabe, mas sua história não tem nada de nova, ela já foi contada pelo Veríssimo em diversas obras e, claro, de forma muito melhor do que a sua. Neste livro em especial, temos a mentira como tema. Desde o encontro com aquele “amigo” que você nunca viu mais gordo à mentiras sobre mulheres, Veríssimo vai te mostrando como se portar na mesa de boteco. Porque se você contar metade das histórias da maneira que o autor conta, você vai sair do bar como “o cara mais engraçado que a humanidade já viu”. Ou como plagiador, já que o Verissímo chegou a escrever textos os quais ele nunca viu na vida.

Dentro da Floresta – David Remnick
Coletânea de entrevistas do editor da Newsweek americana. Dentro da Floresta é um apanhado de perfis, que vão de Al Gore à Tyson, passando por Vaclav Havel e Soljenitsin. A do Gore já vale o livro, contando sobre o ocaso enfrentado pelo cara que “costumava ser o presidente dos EUA”. Vladimir Putin surge como um Stálin de nossos tempos e Tony Blair vira um equilibrista ao enfrentar uma dupla de entrevistadores mirins da TV britânica. Indicado para jornalistas e para pessoas normais e limpinhas.

Cem anos de solidão – Gabriel Garcia Marquez
CHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAATO! Puta merda, a história dos Buendía deve ser a mais irritante da literatura. Não bastassem os problemas com o nome e sobrenome do clã (se chamar Aureliano é regra básica), a história não empolga em nenhum momento. E olha que eu já era escaldado, tendo lido A ilustre casa de Ramirez, do Eça de Queiroz. Garcia Marquez é pretensioso demais no livro, acreditando que a obra seria um marco no realismo fantástico. Se dependesse de mim, influenciaria gerações inteiras de traças. Insuportável é pouco.

Os indicados para me mandarem a memerda (putz, insisto nisso?) são:

Lelê, JuniorLilhoca, , Rapha e Pedrão.

Se virem.

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Um pensamento sobre “Cinco livros e um espaço mal ocupado na estante

  1. Monicake disse:

    Rá! Eu fiz, tá?

    Eu sabia que você ia fazer, por isso te indiquei…;)

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