Com a corda no pescoço

Ontem eu pulei corda. E nunca achei que um dia começaria um texto com esta frase.

Pois bem, recebi uma ligação no domingo. Meio desacordado por conta da ida ao show do Paul Diano na madrugada de sábado (onde o ex-vocal do Maiden fez cover de “Blitzkrieg Bop” e eu pedi a todo instantes “Fear of the dark” só para sacanear o cara), atendi ao telefone com a mãe, o pai e os tios de todos os sonos. Apenas uma coisa muito importante me tiraria de casa.

– Ôu, vamos almoçar com o Gustavo Reige. Daí você tenta arrumar o ingresso para ver o Homem de Ferro na cabine amanhã!
– Caraleo, em dois minutos eu tô pronto!

Corri para o banho na esperança de ver o filme do Tony Pinga antes de todo mundo. Entrei no carro onde Gabi e Eric – os responsáveis pelo convite – me esperavam. Já no meio do caminho eles contam qual era do plano maléfico.

– Então, a gente não vai mais almoçar com o Gustavo…
– E meu ingresso para o filme do Manguaça de Lata?
– Ah, vamos fazer algo melhor. Você vai ver o Eric pular corda!
– Ahn?

Obadiah Stane, vulgo Monge de Ferro, não engendraria plano melhor.

E lá fomos ao Villa-Lobos. A história é estranha e longa, então vai um resumo: Eric foi um dos blogueiros convidados para dar uma força no projeto Corda de Rua. Para dar um parâmetro do sedentarismo do figura, seria o mesmo que convidar o Pereio para dar um pulo no Convento das Carmelitas Virgens do Iêmen. Potencial para dar errado é o que não faltava.

Chegando ao local conhecemos o Chico Barney. Após as apresentações, o vídeo do Eric pulando corda. Um, dois, três pulos e a frase “Ai meu ciático” saiu muito além do esperado.

Daí eu me meti a besta e fui pular também. A última vez que eu havia pulado corda foi em 88 ou 89, para azarar as menininhas. Mentira, era por brincar mesmo, visto que eu sou o Eric pulando corda no quesito pegar cocotas. Fracasso total.

O saldo foi uma tarde de esportes no Villa-Lobos, seguida de uma bela porção de calabresa, frango à passarinho e batata na serragem no Valladares. Acompanhado de uma Serra Malte, porque todo atleta merece sua cervejinha pós-exercícios. Depois bóra correr para o show do Ultraje na Virada Cultural, onde Lelê cantou “Bum, bum, bum, dão!” como que para se vingar da bunda pequena e o Junior ficou puto com a versão Los Hermanos de “Cíumes”.

Mas o mais importante é que, ao contrário do Tiradentes, eu sei pular corda.


Grandes merda, Júlio. Quero ver você ganhar na forca!

PS: fotos e vídeos em breve neste espaço. Com direito a “Gonna fly now”, porque o cara aqui é o Italian Stallion.

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6 pensamentos sobre “Com a corda no pescoço

  1. Junior disse:

    Lelê cantando “bum bum bundinha” salvou a noite :-P

    Sem falar da cantada pra mina com a camiseta do Hamas: “Bóra tocar um terror, gatinha?” :-P

  2. Raphaela disse:

    “Para dar um parâmetro do sedentarismo do figura, seria o mesmo que convidar o Pereio para dar um pulo no Convento das Carmelitas Virgens do Iêmen. Potencial para dar errado é o que não faltava.” Tô passando mal de rir!!!

  3. Monicake disse:

    Fico com lágrimas nos olhos só de pensar
    que EU PERDI ESSA CENA!!!

  4. Leonor disse:

    Foi lindo o show da Virada!

  5. […] blogueiros resolveram rachar uma única corda e seguiram para o Parque Villa-Lobos: Eric, Gabi e Júlio, aka a blogofera de um homem só – o cara tem mais ou menos cento e vinte blogs, pelo que eu […]

  6. […] Com a corda no pescoço abril, 2008 5 comentários 4 […]

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