A história não contada de Pirituba

Para quem chegou a este espaço procurando “história de Pirituba”, eu vou exercitar meu lado wikipédia e contar a esta pessoa (seria um conquistador espanhol? Um padre jesuíta?) como nasceu este bairro que, mais do que parte de São Paulo, é parte da história do mundo.

Tudo começou no auge do Império Romano. Quando os exércitos de César marchavam por toda a Europa, um dos generais do Imperador resolveu ir um pouco além, provavelmente atrás de um Starbucks com rede wi-fi liberada. Seguindo por toda a Europa, este general, junto com o seu séquito, acabou por dar em Portugal. Ao lado do seu fiel imediato, Tubus, o General Piris chegou à borda do Atlântico e declarou:

– É só um lago, bóra atravessar.

Após uma longa viagem pelo Atlântico, Piris acabou descobrindo uma imensa faixa de terra que, anos mais tarde, seria conhecida como América. Sem chances de voltar e com o celular fora de área (além do que, reza a lenda, Piris era tão mão de vaca que não aceitaria uma ligação do César em pessoa, por causa da tarifa de roaming), o militar romano decidiu se estabelecer na região. Com o privilégio adquirido após anos de batalhas em dupla, Tubus, a mão direita desta legião romana, acabou sendo homenageado durante a formação deste braço romano em terras brasileiras. Assim nascia Pirituba.

Dizem que uma das batalhas mais notórias de Roma foi contra os cartagineses. Mas a história não escrita do Império não deixa de lado o primeiro embate desta franquia romana. Pirituba contra o Reino Bárbaro da Brasilândia, história escrita pelo único alfabetizado daquele reino de sacripantas, narra que Piris e Tubus iam além da escola romana de guerra. Usando de táticas até então desconhecidas pelo homem, como o míssil teleguiado e o escravo-bomba, Piris e Tubus conquistaram a Brasilândia ao custo de muitas vidas romano-piritubanas. Mas a adesão da comunidade local foi tamanha que, segundo o bárbaro Mano Treta, autor da obra supracitada, “o chão de toda a Zona Oeste desta ilha tinha, para cada metro, 37 cidadãos de Pirituba”. Segundo dados de historiadores da época, o número de lanças fabricadas durante o conflito só perdia para a quantidade de metralhadoras modelo Uzi exportados da Galiléia. Dizem até que o César em pessoa ordenou o treinamento de piritubanos por agentes do Mossad, à época conhecido como Caifás Segurança de Patrimônios. Contando com este arsenal, o Império Romano-Piritubano marchou por toda a Zona Oeste de São Paulo sem tomar conhecimento de adversários como a Fregália do Ó e os temíveis Morros, cujo líder inspiraria Shakespare em uma de suas obras-primas, Otelo.

Até a chegada dos portugueses, Pirituba viveu momentos de glória, não sentindo de maneira alguma o colapso do seu Império-irmão, o romano. Enquanto os Césares lutavam para defender todo o espólio de anos de conquista, Piris e Tubus se sucediam no poder graças a um artefato encontrado onde hoje é o supermercado Sato: o Santo Grão. Nascido, conforme a lenda, de uma bituca de “cigarro” jogada do alto do Elísio por um dos deuses, o Santo Grão cresceu e foi objeto de culto durante anos. Com propriedades medicinais, a planta era de uso apenas dos soberanos de Pirituba, o General Piris e seu amigo Tubus. As propriedades longevas do produto, reza a lenda, foram levadas para apenas um lugar além do Reino, onde foi plagiada com o nome de Santo Graal, após um duro embate jurídico entre Piris e Tubus e uns rapazes de Jerusalém e adjacências.

A chegada dos lusitanos culminou com a morte de Piris e Tubus. Segundo dados não confirmados historicamente, os dois mandatários resolvarem dar uma festinha e, litros de bebidas depois, foram mamar em uma loba, como déspotas zoófilos que eram. Descobriram que se tratava de um artifício do Reino de Freguesia do Ó (nome adotado após inumeras derrotas frente aos piritubanos): a loba estava envenenada e os dois líderes “empacotaram”, em uma “fita foda”, segundo relatos da época.

Sem comando, Pirituba sucumbiu aos seus adversários. Primeiro foi através do libertador Simón Bolívar, que devolveu à Brasilândia aos seus. Em seguida os Morros invadiram a faixa que hoje corresponde ao Morro Grande, nome adotado pela famosa megalomania deste povo. A Freguesia do Ó, já consolidada, teve pouco trabalho para retormar sua área de origem. A morte dos senhores de Pirituba trouxe ao bairro uma nova visão, menos armamentista e mais ligada ao conhecimento. Períodos como a Revolução Industrial, por exemplo, só se tornaram possíveis graças a exportação de grandes gênios piritubanos para as nações européias.

Após muitos anos, hoje Pirituba é parte de São Paulo. Sua história de glórias e conquistas acabou deixada para trás, grande parte disso por conta do medo que as autoridades atuais têm de que este grande Império, talvez o mais influente já visto no mundo, volte e traga a luz à humanidade. Mesmo com a sua vida de bairro de periferia, Pirituba ainda tem resquícios de seus dias de glória, como o clube de Nassau, onde Maurício aprendeu tudo que sabia, e o São Bento de Pirituba, time onde começaram a jogar bola Charles Miller, Pelé, Chinaglia, Garrincha, Ferenc Puskas e Biro-Biro.

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12 pensamentos sobre “A história não contada de Pirituba

  1. Leonor disse:

    Gente, que imaginação adubada, ãhm? Muito bom.

  2. ivym disse:

    Sacanagem! Tive que me segurar pra não gargalhar na cara da chefa! =P
    Esse é o “Fantástico Mundo do Júlio” hahahahahaha

  3. Jack disse:

    HUHAUhUAhuAHUHUAhuA, adorei, principalemnte a origem do nome “Freguesia do Ó”.

  4. Pedro, o Augusto disse:

    Cara, muito bom…nós temos uma comunidade sobre Pirituba no orkut, vc poderia dar uma entrevista pra gente?!?! abraços

    Hahahahahahahahhha, como assim? Qual é a comunidade?

  5. Carlos Marti disse:

    Ave Cesar, Ave!!!!!!

    leia:

    http://afamiliamata.es.tl/

    (deste autor piritubano que vos fala)

  6. Eder disse:

    Cara, sensacional, ri muito, realmente viajou geral, mas p texto é dez!!!

  7. Rogerio disse:

    Irmao q droga e essa q vc fumou.Muito engraçado ri demais.Parabens.

  8. luy disse:

    Po meu este texto é da zora ri pra caraio é texto de mano mesmo po to com vontade de trasar fuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

  9. Caraaaaalho. Épico esse negócio. Se o Woody (Allen, lembra?) topar, vc filma?

  10. Armando Viana disse:

    Nossa demais. Sempre achei que Freguesia do Ó vinha era pelo fato de ser freguês de Pirituba, agora tive certeza. Boa.

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