Sobre a incomensurabilidade

– Sério, eu ando tão assim por você que seria capaz de tudo!
– Jura?
– Juro. Sabe, pensando o dia todo, sentindo muita saudade, essas coisas.
– Mas defina esse “tudo”…
– Tudo, oras. Sou capaz de coisas incomensuráveis, longe do meu alcance.
– Se eu te pedisse, sei lá, sorvete de aipim feito por monges do Himalaia que se tornaram presos políticos no Tibete?
– Eu iria atrás. Começaria pelo Mercado Livre.
– E se eu te pedisse para deixar de fazer a coisa que você mais gosta?
– Aí seria complicado, porque envolve você…
– Óun, que bonitinho. Aquilo é um trem?
– É sim.
– Então se joga na frente dele?
– Tá, te espero lá no céu.
– Pode ser, mas talvez eu demore um pouco.
– Eu espero toda a eternidade e mais 15 minutos.
– Tá bom. Beijo e tchau.

Ela nunca foi. Ele, pensou depois, nunca deveria ter ido. “Droga”, praguejou. Sempre suspeitou que levaria bolo.

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3 pensamentos sobre “Sobre a incomensurabilidade

  1. pideto disse:

    “Começaria pelo Mercado Livre.”
    ahahahahahaha
    adorei.

  2. Sol disse:

    E é assim que as mulheres dominarão o mundo…

  3. Fran Tepes disse:

    Começaria pelo Mercado Livre.”
    ahahahahahaha
    “Ela nunca foi. Ele, pensou depois, nunca deveria ter ido. “Droga”, praguejou. Sempre suspeitou que levaria bolo.”
    Tadinho!!!!!!
    :P

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