Sobre o fetiche

Vários amigos, um bar, uma mesa:

– Cara, a mulher veio vestida de enfermeira. ENFERMEIRA!
– Puta merda! Eu, certa vez, comi uma ex-empregada de casa enquanto ela lavava o box do banheiro.
– Tinha quanto? Quinze anos?
– Nada, foi semana passada. E a nova já está no papo.
– Hahahahahaha. Já eu, sempre quis comer a Brigitte Bardot. Mas sabe como é, a passagem para a França é cara e ela nem dá mais tanto caldo assim. Daí eu peguei a lista telefônica e liguei para todas as Brigittes. Comi cinco.
– Porra, todas fodas?
– Nada, a maioria pior que a original. Nos dias de hoje.
– Pô, eu sempre fui afinzão de dar uma com a mulher do Ademir…
– Porra, Matos!
– Perae Ademir, deixa eu contar. Então, era louco para dar uma com a sua patroa. Daí uma vez eu cheguei na sua casa e você estava enrolado com umas coisas do trabalho. Cara, me controlei o máximo que pude, mas aquele short da Neusa, aquilo deveria ser o pecado na Bíblia, não a merda de uma maçã!
– SEU FILHO DA PUTA!

E o Ademir partiu para cima do Matos, que não esboçou reação. Afinal de contas, ele morria de vergonha de contar que seu fetiche de verdade era uma boa surra, não o short pecaminoso da Neusa.

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3 pensamentos sobre “Sobre o fetiche

  1. Bruno disse:

    E teve o que desejava.

  2. renatoguim disse:

    Isso é que é bom – quando o sujeito tem uma tara fácil de realizar, barata e de satisfação garantida!

  3. Theo disse:

    Isso é que é levar uma surra mesmo com desejo realizado. Apanhou, mas relaxou e gozou.

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