Sem fim

Ficou difícil pensar o que dizer em uma hora como aquela. Talvez se ensaiado umas doze vezes ok, tudo daria certo. Mas pessoas que falam sozinhas não são normais. Pensando bem, ninguém é normal de perto. Quieto ou falando sozinho.

Pensou em tomar um ar, fumar um cigarro, apertar o botão vermelho do mundo e acabar logo com tudo. Ou ao menos adiar as coisas por um bom tempo. Para conversar consigo, discutir, apontar, checar cada erro e cada acerto, jogar tudo em um liquidificador, peneirar aquilo que poderia ser chamado de bom e servir. O que fosse ruim ele engoliria, para não desperdiçar suas palavras. Ato humano, haveria de um dia transformar aquilo em merda.

Não era uma fuga desesperada para as colinas. Também não era uma orquestrada saída de um cofre de banco. Era apenas um cheque pré-datado, um prazo para pensar naquilo que era impensável.

Então ele respirou fundo, após as ponderações inúteis acima.

– Eu simplesmente não sei!

Tal qual quem escreveu esse texto.

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3 pensamentos sobre “Sem fim

  1. Tal qual esta que vos lê. :)

    Ainda bem que não é só eu… =P

  2. Sol disse:

    Eu só sei que nada sei…
    Palavrões explicam tudo.

    Porra, sempre! =P

  3. Marcia disse:

    Taí um sentimento que deveria ter uma palavra que o definisse, tal qual “banzo” e “serendipity” =)

    Serendipity? Sei nada desse birináite aí não! :P

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