Ajudando Santa Catarina

Hollywood perde tempo em não roteirizar essa história de Santa Catarina. É um dos maiores exemplos de Lei do Retorno da história mundial e todo mundo o usa para, no máximo, pedir sacos de comida, cobertores, o kit catástrofe completo.

Vejam só, desde a primeira diáspora o povo hebreu nunca viu Jeová interceder de forma tão imparcial no destino dos filhos de Abraão. Após 63 anos do fatídico Holocausto – o maior aconetcimento judaico salvo Henry Sobel roubando gratavas – a vingança dos hebreus se dá a olhos vistos e as pessoas não notam ou culpam o Lula, o poder público e demais incompetentes.

A idéia é a seguinte: Spielberg pega uma câmera, corre para tirar Schwarzenegger do governo da Califórnia por alguns meses e faz seu épico judaico, aquele que vai transformar A lista de Schindler em Compras no mercadinho do Isaac: Blumenau Meltdown!

Juro, eu faço o roteiro de graça.

Após a morte de Moisés, aos 120 anos, Josué (Cristian Bale) tem a revelação de que, no futuro, italianos e alemães farão com seu povo o que os faraós quiseram fazer mas não sabiam nadar. Temeroso da desgraça de seus irmãos, Josué consulta Javé (Daniel Day Lewis, irreconhecível e possível ganhador de mais um Oscar) sobre uma suposta máquina do tempo, inventada por um certo Albert Einstein (Eddie Murphy, também irreconhecível e sem piadas com flatulência), hebreu poderoso nas associações judaicas de todo o mundo. Josué e Javé decidem então mandar a máquina perfeita para jogar água no chucrute daqueles futuros colonos: Moisés T10% (Schwarzenegger), o primeiro dos andróides.

Enquanto isso, em Blumenau, Sarah Connor Hans Aufwierdesen (Cate Blanchett) vive com seu filho, Adolf Connor (Haley Joel Osment). Exilada em Santa Catarina após fugir de Los Angeles, Sarah finalmente encontrou a paz que tanto buscava. Isso até aparecer Silvio Berlusconi 1000 (Roberto Begnini), andróide enviado pelos romanos para fazer pizzas no Sul do Brasil. Incomodada com a concorrência carcamana em relação ao seu restaurante alemão, Sarah se alia a Berlusconi e juntos planejam acabar de vez com os judeus catarinenses. Um deles é Esperidião Amim (Ben Kingsley). Amim, na verdade, nem é judeu, mas usa o kippah por causa do sol catarinense, que queima sua careca iidiche mais do que os fornos de Auschwitz queimaram outras carecas iidiches. Amim, receoso de seu futuro na cidade de Blumenau, encontra Josué no MSN e resolve que é hora de agir:

Amim diz: Coé Josué, fmz? Então, os kra tão atrás de nóis, véio!
Josué diz: Coé Amim, vou mandar o Moisés, cê vai ver!
Amim diz: Mandae que o Lula (Steve Carrel, brilhante!) não quer mais saber de nóis, fmz?

Então Josué despacha Moisés na máquina do tempo. Ao chegar em Blumenau, Moisés vê-se sem roupa e acaba roubando as vestimentas de Leonel Brizola Vargas (Ruppert Everett), um gaúcho de passagem pela cidade. Armado de uma cuia e de uma calibre 12, Moisés vai atrás de Adolf, o filho de Sarah. Após muito procurar, finalmente acha o garoto, mas acaba criando afeição por ele, agindo de forma estranha. Josué, inconformado, manda outro robô, Abrahão T45% Ao Ano (Robert Patrick), e procura não cometter o mesmo engano: manda também uma mala de roupas. Moisés e Abrahão se encontram e, após confabularem a juros extorsivos, acabam coagindo São Pedro (Morgan Freeman), a mandar uma tempestade sem fim para cima dos italianos e dos alemães.

Arrasada, Blumenau recebe ajuda do Governo Federal, dinheiro esse emprestado por Moisés e Abrahão. Sarah e Adolf Connor morrem. Esperidião Amim é reeleito Governador de Santa Catarina e, em seu primeiro ato, declara guerra à Palestina. O presidente Lula declara recessão depois de dois meses, alegando que não tem dinheiro para pagar os juros cobrados por Moisés e Abrahão. O Brasil se converte ao judaísmo e hebreus de todo o mundo vêm ao país. Lula se converte ao judaísmo, após perder oo prepúcio em um torno mecânico e se torna o primeiro presidente judeu do Brasil. Os discursos presidenciais em iidiche são abolidos, porque ninguém os entende.

Para dar ênfase à uma seqüência, no final do filme teremos os alemães em 1941. Hitler (Jerry Seinfeld) e seu séquito preparam, em segredo, uma máquina que virá ao futuro para destruir os judeus catarinenses. Trata-se do andróide Bornhausen Jorge (Dolph Lundgren). Concluído o experimento, Hitler olha para a câmera e diz:

– Ele voltará!
– Mein Führer, na verdade ele irá.
– Como?
– Ele está indo, Mein Führer, estamos no passado.

*som surdo de um tiro*

Vou mandar o roteiro para os irmãos Wenstein!

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11 pensamentos sobre “Ajudando Santa Catarina

  1. […] Ajudando Santa Catarina « Delirius Tremens […]

  2. Barone disse:

    “Albert Einstein (Eddie Murphy, também irreconhecível e sem piadas com flatulência)”

    Excelente!

  3. Lívia disse:

    Eu to emocionada!!!!!

  4. Junior disse:

    Espero sinceramente que o *som surdo de tiro* tenham sido as últimas palavras escritas por você antes de ter tomado o tiro, seu sem coração em relação à catástrofe que atinge nossos compatriotas, além de anti-semita sem vergonha!

    Sabia que o Goebbels ia comentar sua ausência nessa história!

  5. cinebuteco disse:

    me lembra Ensaio sobre Cegueira tudo isso que acontece com Santa Catarina… tenso!

  6. […] Leia mais direto na fonte: oimperador.wordpress.com […]

  7. […] Leia mais direto na fonte: oimperador.wordpress.com […]

  8. Jaque disse:

    taqueopariu!!! que diabo de post fumado O.o

  9. Lela disse:

    Oscar na certa!

  10. ARQUEIRO VESGO disse:

    Vai se preparando pra uma possível retaliação norte-americana.

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