Meu texto é como a teoria darwinista*: se veio do macaco, só pode dar merda

Eu posso ser chamado de qualquer coisa hoje em dia. Sério, vocês podem me chamar de filho da puta, de disco do Djavan, de qualquer ofensa nesse mundo. Mas se existe um, digamos, adjetivo que não podem usar contra mim, esse é o tal do chato. Porque vejam, eu já fui chato. Não que hoje eu seja legal, é claro. Hoje eu sou menos chato, o que não configura o chato em sua essência.

Ok, esse parágrafo foi chato.

O fato é que me peguei dia desses lendo meus blogs antigos. Puta merda, como eu escrevia bobagens. E não bastasse escrever excrementos pós descarga desta cabeçorra, eu tentava fazer isso de forma toda empolada. Com certeza para mostrar que eu era “o estudante de jornalismo pseudo-intelectual que se importa com as coisas do mundo”. “Um grande pau no cu da Albânia (ainda existe essa merda?) e seus problemas raciais” que eu solto hoje em dia era inaceitável tempos atrás. Porque eu me importava com o que acontecia no mundo, mesmo que a merda jogada no ventilador não mudasse em nada minha conta bancária.

Mas não venham com “nossa, antes você era sonhador, hoje você é mesquinho”. O correto é “nossa, antes você era uma merda que falava de outras merdas. Hoje, você é só um merda”. Porque ler meus blogs era um exercício de masoquismo só comparado aos filmes do Von Trier. Ou seja, uma merda, porque de eufemismo o inferno já está cheio.

Vou dar a vocês um exemplo:

Golpe de Mestre

A oposição bateu no Governo e quebrou a MP dos Bingos. De um lado, os governistas dizem que a oposição trabalhou contra o Brasil. Do outro, os trabalhadores fazem loas aos sindicalistas e a oposição.

E muita gente pega o barco a deriva, visando chegar na Utopia da eleição, como por exemplo o nefasto Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical. De fora de combate a campanha paulistana, o mesmo agora pode ser alçado a amigo dos trabalhadores. Investimento pesado ele fez, compactuando com gente da pior estirpe do crime nacional. Em contrapartida, como para os brasucas cada migalha é um pão, o emprego re-garantido pelo Dr. Paulinho irá arrendar muitos votos ao famigerado sindicalista.

E eu ainda na esperança de que muitos não sigam as falácias de gente da extirpe de Paulinho.

“Loas”, “falácias”, “extirpe” (com “x”, sintam o tamanho da desgraça!)? Quem eu queria enganar? Era mais fácil escrever “Paulinho Pau Na Nossa Lomba estava afim de tungar uma grana Federal (eu e meus trocadilhos infames) do Governo”, que ficava tudo bem. E ainda poderia soltar uma piada com adsenses e merdas do tipo. Ou quem sabe com algum fato histórico, porque é um troço que eu faço razoavelmente bem. Mas não, eu escrevia textos prolixos para ser “o cara intelectualizado e blá blá blá”. E vamos combinar que se intelectual fosse bom, não seria o primeiro idiota a ser fuzilado na marioria das ditaduras mundo afora.

Por isso, se você ler um texto merda aqui, não reclame. Os de hoje são bem melhores, onde eu escrevo coisas para o lixo. E sempre com trocadilhos ruins.

*Mané Darwin, cientista renomado solicitado por diversos bares – sejam eles de esquina ou não – para falar sobre a Teoria da Evolução, jogar dominó e cantar músicas do Roberto Carlos na sua fase caminhoneira, sempre com a mesma piada: “O Roberto era bom nesse negócio de caminhão, mas no futebol era um perna-de-pau”.

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4 pensamentos sobre “Meu texto é como a teoria darwinista*: se veio do macaco, só pode dar merda

  1. Eric Franco disse:

    Ainda bem que te conheci no processo de transição. Se juntasse a minha chatice com a sua, ia ser o fim do mundo.

  2. Beijomeliga disse:

    Você é o chato mais legal do mundo. [/mimimimimi]

  3. disse:

    Era tudo culpa da doença vermelha. Aquela que contaminou a Rússia no século passado.

  4. Junior disse:

    Seu texto melhorou exponencialmente depois do jornal falecido cujo nome não pode ser dito, e tenho dito!

    Pau no cú do albino, err, da albania que a gente não é gay ;-P

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