O fim

Cássio entrou no hospital disposto a fazer algo. Não sabia o que, mas faria. Sua mulher estava internada há um bom tempo, esperando o atendimento que nunca vinha. Cássio deu bom dia a atendente, bom dia ao segurança e ao rapaz da limpeza. Só não foi cordial com o médico, apontando-lhe a arma na direção do peito.

No quarto de Pedro, Sabrina ouviu o burburinho. Correu ao corredor e viu Cássio, seu amigo, rendendo o doutor. Os gritos perdidos diziam palavras desconexas. Atendimento, morte, coisas do tipo. Chegou mais perto de Cássio, que a reconheceu. Tentou confrotá-lo dizendo que tudo termina bem quando começa bem. Cássio replicou que tudo tinha dado errado e deu dois tiros à queima roupa na até então amiga. Sabrina caiu, um baque surdo que calou o hospital. O segurança, esquecendo das boas maneiras de Cássio ao entrar, rendeu-lhe com força além do necessário. A atendente, esquecendo do cordial bom dia, soltou um palavrão na direção de Cássio. Este, desesperado, clamava pelo atendimento da esposa.

Atingida em cheio, Sabrina durou alguns minutos.No quarto, Pedro sentiu que estava de novo sozinho, no meio da rua, atrasado para o trabalho. Apenas esperando para ser atingido em cheio por um carro. Ou por alguém.

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Um pensamento sobre “O fim

  1. camila disse:

    Cassio de cú é rola!! Vá à merda!

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