Metáfora ou meta fora?

A culpa é do branco de olhos azuis, disse o Presidente. Estivéssemos em uma colônia de índios nos idos de 1500 e Pedro Álvares Cabral, colaria e muito. Hoje em dia pode ser classificado por qualquer estilista político como demodé, coleção passada e por aí vai.

Mas fica estranho o porquê da indignação pública, da vergonha alheia e outras reações dos eleitores e não eleitores de Lula. Nós sempre soubemos, desde 1500 e Pedro Álvares Cabral, que o presidente não é notório pela inteligência, do tamanho daquele dedo mínimo que tanto procuramos. Daí que falar bobagem – esporte mais praticado pelo brasileiro do que o futebol – é com ele mesmo. Afinal algum pensador político já deve ter dito que o comandante em chefe (estou vendo 24 Horas demais?) é reflexo do povo que o elegeu. Se ninguém disse, vai a dica para me citarem sempre, depois claro do ubercitado De Tocqueville.

Não podemos esperar mais do que isso de Lula. Queríamos que ele dissesse o quê? Que a crise foi causada pela dicotomia existente entre as classes dominantes e as subjugadas e pelo anseio financeiro de companhias e setores públicos liderados por caucasianos? Dentro de sua linha de pensamento, culpar o homem branco de olhos azuis é o que melhor convém, mesmo com todo mundo ciente de que os olhos podem ser escuros e que a pele pode ser de outra cor qualquer. Não podemos deixar de lado que estabelecer cotas é outro esporte famoso no país, nivelado ao automobilismo, por exemplo. Entendemos a metáfora, ainda que ela seja um meta fora do presidente.

Obama recentemente teve sua cota (com trocadilhos, figa ao gosto do freguês) ao fazer humor negro (de novo por sua conta) com deficientes. Mas atualmente, na escala celestial dos líderes (ri alto) mundiais, Obama é classificado como Deus, enquanto Lula está no nível de São Pedro – aquele santo que quando acerta mandando sol e calor na praia não é lembrado, mas quando faz chover tem a mãe linchada em praça pública.

O humor na política, tal qual no dia a dia, é válvula de escape para o inexplicável, o intangível. E Lula, infelizmente, não é um Jerry Seinfeld como Obama.  No soup for us!

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4 pensamentos sobre “Metáfora ou meta fora?

  1. Lela disse:

    ah sim, cada país tem o dirigente que merece, o brasil é bem parecido com o lula. mas podia ser pior né? sei lá, a gente podia ser venezuelano e ter o hugo chávez como presidente…

  2. Beijomeliga disse:

    O único lugar em que lula se encaixa com perfeição é no prato.

  3. dehlicaramico disse:

    Bom, de minha parte… eu PREFIRO os loiros de olhos azuis.. então.. fodasss o Lula….

  4. Carlos Augusto Perdigao disse:

    Eu tanto gosto das morenas como das loiras e ruivas. Quando se trata de política e políticos, tenho preferência por Nordestinos, sejam cultos ou analfabetos, eles são mais solidários, dividem mais o que ganham honestamente e o que ganham com desvio de verbas públicas. Quanto ao galeguinhos, sejam mineiros, paulistas, gauchos, são individuais, não dividem nada e mandam pra fora tudo que ganham com os desvio de verbas públicas. Todos eles têm algo em comum, são corruptos e enganam o povo.

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