“Ei Cabral, pega minha nau”, disse Colombo

Não tinha como dar certo, não é mesmo? Afinal de contas, o descobrimento do Brasil já começou como feriadão na Imigrantes: dias de viagem capazes de corar qualquer programa de índio como rave em uma oca, por exemplo. Daí o Pedro Álvares, sem poder usar o salvador Goolge Maps, ainda erra do caminho e vai parar em Cubatão. Pior que isso só se ele descobrisse a Argentina.

Mas Pedrão é paulistano e não desiste nunca, nem mesmo em um feriado. Chegou e pediu para o Caminha postar alguma coisa decente sobre o país, para que o Rei de Portugal visse o post três dias depois. Grande Speedy!

Pero Vaz – ou Peroba como preferiam os índios – viu aquele vasto território de bacanal e vaticinou que “nesta terra, em se plantando, tudo dá”. E qual nome dar para o país que acabara de nascer sob o auspício português?

– Ô pá, por que Brasil?
– Oras pois, porque sim!
– Não podemos chamar de Augusta? Vila Mimosa?
– Tá vendo aquele índio ali?
– Tô.
– É belo.
– É. E forte.
– É impávido.
– É colosso.
– É o Brasil.
– Diz aí pro Rei que a cá neste pedaço de terra, inspira-se a veadagem.

Sem contar que, imaginem a situação de Pedro Alvares Cabral: feriado de Tiradentes e o Rei o manda explorar umas águas aí, para quem sabe achar algo. Quem sabe, nem era certo se o Brasil existia ou não (afinal, não sabemos de nossa existência até hoje, quem dirá nos tempos das naus portuguesas). Ou seja, Pedrão ia passar na locadora, pegar uns filmes, chamar a Maria e encher a cara de vinho do Porto. De repente o Rei, este puto que vai passar o feriado com os frescos da França, resolve por o homem para trabalhar. Só podia dar merda.

Pedrão, cheio de má vontade no coração, navegou, navegou, navegou mais um pouco e, quando pensou ter achado algo, navegou mais porque já estava na paranóia do crack. Muito louco de pedra, Pedro (pega eu, Vinicius de Morais) escuta alguém gritar “Terra à vista” e, pouco se fodendo para a forma de pagamento, resolve atracar seus barcos neste país.

Vejam, Pedro Alvares Cabral era o Chevy Chase lisboeta. A culpa é dele. Não do Sarney, do FHC, do Lula ou da Mulher Moranguinho. Única e exclusivamente de Pedro Alvares, o Cabral.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: