A queda da Bastilha

– Seu Pierre, vai dá não…
– Mas que caraleo, Genésio!
– Oxe, falei pru sinhô que esse magote de material estragado ia dá certo não. Além disso o Tião tinha avisado que os pião tão tudo descontente. O hômi do sindicato voltô aí onti, tá sabenu né?
– Tô sabendo sim! Mas porra, precisamos dessa merda dessa reforma. O rei tá todo fodido com a opinião pública, a maluca da rainha deu para liberar o brioche…
– Brioco? Opa!
– Brioche, Genésio!
– Eu disse que quando essa obra da Braguilha…
– Bastilha, Genésio…
– É, esse trem aí. Disse que ia dá merda. Os caibro todo fodido. Tauba cagada. E nem um cantinho pra gente esquenta marmita. Vô avisa de novo: a Braguilha vai abri.
– Cadê o puto do engenheiro?
– Sei lá dotô. Cêis são formado, cêis que se entende. Eu só vô conserta esse trem quando a gente tivermos todas as tauba, os concreto tudo e os brioco da dona Maria.
– Baiano do caralho!
– Que foi?
– Jacobino do caralho, eu disse.
– Jacobrinha tem culpa não. Ele só é soldadô, dotô Pierre.

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