Pau no cult

Ontem, vendo Paranoid Park, cheguei a brilhante conclusão (tá, nem tão brilhante. Na verdade nem polindo esta merda brilha) de que o pessoal chegadão no cinema cult não entende patavinas das chamadas “cenas introspectivas” ou algum eufemismo (eu digitei no começo desse post “eufemimo”. Nem chega a ser um erro, fica mais para corruptela) mané para a punheta em público.

Se você viu Paranoid Park sabe que o filme é bom, mas naquelas. É mais arrastado do que… não, não vou ressuscitar a piada velha do menino lá do Rio, porque nem tem graça. Temos as cenas da petizada (mas hein?) andando de skate no parque e o crítico no Telecine, no auge da canastrice, vem dizer “uau, Gus Van Sant usou uma câmera não fixa (fala solta, meu caralho!) para dar impressão de que os skatistas estão na Lua!”. Troféu pau no cu do ano, não é? Que impressão de andar na Lua um caralho. Daria impressão que eles estão na Lua se eles usassem capacete, bandeira dos EUA e o dedo do meio para mandar um “chupa!” para a União Soivética. No mais, masturbação de quem tem uma história meia boca e enfeita com cenas de efeito (sonífero, mas ainda assim efeito) para fazer babar os fãs do David Lynch e afins.

Por falar em David Lynch, pega ae uns três chatos, adiciona uns livros do Sartre, Cem anos de solidão, bate tudo no liquidificador  e voilá, temos uma matilha de chatos nova em folha que vão babar o ovo do cineasta. Porque existe, na escala da chatice, a especificação David Lynch. Certeza absoluta que ninguém entende metade do que ele quis dizer mas sai do cinema fazendo cara de Estadão e dizendo “o som diegético do filme é um absurdo, sem contar a nunca da linha tênue entre as relações humanas”. ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ.

Quer ver um filme bom? Assiste Punisher War Zone. Eu não comeria a Lexi Alexander, porque ela deve pregar suas bolas no teto enquanto enfia ferro em brasa goela abaixo preparando a amídala para um boquete. A mulher beira o retardadismo no quesito violência, com cadeira entrando no olho, tiro de 12 à queima roupa e demais desvios de comportamento. E cena clássica, fodona, estética, “linha tênue entre as relações humanas”, é quando o Justiceiro explode um vilão mala que não anda, mas sim faz parkour (esporte que carrega o jeito pau no cu de ser até no nome) no ar. Com um mini-lança foguetes ou sei lá que nome de arma fodona necessária a qualquer vigilante nova-iorquino. Isso sim é arte, faz John Rambo chorar de emoção.

Anúncios

4 pensamentos sobre “Pau no cult

  1. Zé Ricardo disse:

    Por falar em David Lynch, até hoje não entendi o Dennis Hopper noiadão, cheirando numa máscara, olhando pra delícia de prexeca xerosa da Isabela Rosselini, e gritando “mamãe” no Blue Velvet. WTF!!! WTF!!!!
    No mais, baixarei Punisher.

  2. Eric disse:

    Pô, eu sou chato e não curto nem o Lynch e nem o von Trier.

    Não gosto de concorrência.

  3. paulo bono disse:

    Meu irmão,
    tentei assisti a essa porra do skatista. grandes porra. fui dormir. outro dia eu tento. e vida longa aos bons filmes, cults ou não.

    abraço

  4. Lucas disse:

    Ainda bem que não sou o único que tem certeza que a linguagem do cinema é criptografada pelos Diretores malucos, e que apesar de fingirem, ninguém manja de verdade…………………..Bom mesmo é Death Proof com aquela gostosa se segurando no carro a mtas milhas por hora………….

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: