Porto Velho não cai na rede

Dia desses estive em Porto Velho e vi que a Amazônia vai além do Globo Repórter desta noite [/sergiochapelin]. Posso usar como exemplo uma locomotiva que foi construída pelos funcionários de Hitler em 1936. Ela está na capital de Rondônia há tempos, com todas as peças originais de fábrica. Só a suástica da placa de chumbo foi levada, o que leva a crer na existência de um movimento nazista na selva. Sei lá, um carecas indios do ABC e que tais.

Porto Velho talvez seja a única capital do Brasil formada por causa de uma obra. No caso, a Ferrovia Madeira-Mamoré, obra e graça de Percival Farqhuar. Ou Tony Ramos, se você viu Mad Maria. As três caixas d’água realmente existem e realmente são símbolos da cidade, ou a cena índio de Porto Velho. Se a memoria não foi devorada pelo calor de 38 graus, ali nasceu o primeiro bairro de Porto Velho, destinado aos funcionários da Madeira-Mamoré.

Por falar na ferrovia, existe um livro sobre ela chamado Ferrovia do Diabo. Nele o autor narra a epopéia logística na região do Rio Madeira desde os tempos em que  Portugal tinha uma esquadra forte e o futebol não existia. O que isso tem a ver com a história? Em certo trecho, o autor copia cinco páginas de um manuscrito português destinado ao El Rei D. João IV (com a escrita da época) sobre os problemas enfrentados no Madeira. Após o trecho, ele diz, cândido:

“Em resumo, os portugueses demoraram 45 dias para atravessar o Madeira”.

Troféu Saramago 2010 já tem dono.

Se alguém da WWF lhe disser que os botos estão morrendo, grite MENTIRA na cara dessa pessoa. Existem três botos para cada morador do Brasil. Assim como existem três sóis para cada habitante do mundo. Em Porto Velho é tão quente que, por instantes, pensei ver Paulo Francis chorando de saudades de Nova Iorque.

Na cidade existe um bairro chamado Arigolândia. É uma homenagem aos nordestinos que foram construir a ferrovia, vez que o pássaro arigó tem como característica fugir da seca. Junta um monte de nordestinos e temos Arigolândia, vejam que sagaz. O por que de se contar essa história? Simples: um bairro que tenha o Eric e mais dois narizes em forma de gente tem nome fácil.

Viaje de barco pelo Madeira. É mais legal do que ver o Globo Repórter.

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8 pensamentos sobre “Porto Velho não cai na rede

  1. Eric disse:

    Narigolândia/RO, terra de Eric Franco, Adrien Brody e Pablo Escobar.

  2. OgrO disse:

    hahahahahahah

    Porra, mas brasília não foi formada por causa de uma obra, ou algo assim? XD

  3. Lela disse:

    Meu irmão nasceu lá. Eu só sei que o Acre existe porque minha familia morou lá – menos eu, daí que eles podem estar me enganando. Moraram no Amazonas também, e tinham um macaco de estimação. Só eu nascí nas partes baixas do país. Fresca né?

  4. Cãmi disse:

    Vc devia ter trazido um boto com uma tatuagem “Fui pra Porto Velho e lembrei de vc”.

  5. ldbg disse:

    “botado” uma tatuagem com os dizeres acima.

  6. brantonio disse:

    Oi que esta morrendo e a dignidade da fe do povo com a exploracao do safado do edir macedo. Visite este blog e conheca as falcatruas do homem em nome de Deus http://brantonio.wordpress.com/

  7. carlosmarcel disse:

    nunca achei que minha cidade fosse parar na blogosfera :O

  8. may disse:

    nunca achei que minha cidade fosse parar na blogosfera :O [2]

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