Prefiro ter um AVC que um CQC

Eu não entendo os arautos do humor brasileiro. Primeiro é o Danilo Gentilli escrevendo que eu, você e ele somos meio burros e que a Sarah Palin é melhor que a gente. Não discordo quanto a eu e ele, mas sempre acho que você tem salvação. Mas a Sarah Palin?

Daí vem o Rafinha Bastos e comete uma obra-prima: o manual de como fazer uma matéria jornalística. Tudo muito bom, tudo muito bem, Rafinha faz um vídeo com os clichês povo na rua, gráficos, declarações da classe média, o pacote completo.

Porém, ideia nova na internet – ainda mais entre os peixes grandes – é como doação de campanha. Você pode até achar que nào, mas tem Eliéser nessa Coca-Cola.

Não é uma piada. É uma tradução. Pura e simples. E enquanto o chefe e a audiência do CQC engrossam o coro de gênio, a teoria de Danilo que diz que o público gringo encara melhor uma piada vai por água abaixo. Afinal de contas fossemos os índios pintados pelo humorista [hahahahahahahahahahaha!], estaríamos colocando fogo as vestes pela simples ofensa a essa gloriosa profissão, tanto no pessoal quanto no profissional. Ok, ser jornalista no Brasil é mais fácil do que fazer piada sobre o Lula. Mas e o humor? Será mesmo tão complexo assim traduzir o texto de outro, filmar e colocar na internet?

Aguardo com ansiedade alguém realmente engraçado aparecer com um vídeo que ensine o Rafinha Bastos a fazer humor. Será que o Seinfeld ou o Chris Rock não têm nenhum por aí, dando sopa no Youtube?

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18 pensamentos sobre “Prefiro ter um AVC que um CQC

  1. Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by doni: “Prefiro ter um AVC que um CQC” http://migre.me/lddo (via @oimperador)…

  2. Lucas disse:

    Sorte nossa é que a sabedoria popular condiz.

    Quem tem boca VAIA Roma!

    O CQC é a renovação do humor brasileiro. Esse jornalismo esclarecido e inteligente lembra muito alguns sábios de antes de sua época, poderoso Cesar. Sempre usam a retórica aristotélica e a arte da dúvida socrática. Ácidos, quando precisam, e brincalhões quando se permitem.

    Falas mal do CQC, logo, quer que continuemos com o humor cearense que povoou toda uma época de bobeiras e pobreza da televisão brasileira.
    Depois de Trapalhões e Chico Anísio, nunca mais tivemos algo bom pra rir. Agora, temos o CQC que fazem um dos melhores jornalismos humorísticos que conheço.

    Rafinha e Danilo tem sacadas pra lá inteligentes, muito mais superiores que esse seu trocadilho AVC/CQC.
    Quanto ao Tas, sem comentários. Quando tiveres oportunidade, vá a uma palestra ou workshop dele e tire seus pensamentos da Roma Antiga.

    Ave Cesar!

  3. @ateucristao disse:

    O Luquinhas vai chorar, vai?

  4. Bruno disse:

    As vezes, se calar é sinonimo de PARECER inteligente…
    perdeu uma grande chance disso meu caro…

    CQC nao é um programa humoristico, e sim sobre jornalismo. O problema é que a maioria das pessoas nao entendem que pra melhor e facil assimilacao dos temas, o humor é o canal mais direto, fazendo com que o publico esteja mais receptivo à criticas ou a noticias.

    Me admira você que defende a classe dos jornalistas nao ter prestado atenção nesse “pequeno” detalhe, confundindo um programa jornalistico com tom ironico e sarcastico com mais programa de humor.

    É por isso que jornalista no Brasil nao precisa de diploma, nem os graduados sabem ler as entrelinhas e entender as sutilezas da vida.

  5. Felippe disse:

    Só tem moral pra falar mal do CQC quem nunca retwittou Dayvid Braga.

  6. Pedro disse:

    O foda é que esses caras não entendem que o CQC é um modelo batidíssimo de programa. Não é jornalismo de qualquer espécie, é só mais um programinha de humor babaca copiado de programas internacionais. Não existe NADA original na TV brasileira, nem o CQC, que é uma cópia de formatos gringos. É só ver essa “adaptação” do “genial” Rafinha Bastos.

    Rafinha Bastos era um cara legal em uma época da internet, quando tinha a já esquecida Página do Rafinha, que era um show de baboseiras estúpidas a la humortadela, mas tinha seu lado sincero. Agora é só mais um macaco de imitação.

  7. O próprio modelo do programa é uma cópia de um programa argentino.

    As piadas, cópias de fontes variadas, incluindo humoristas do tempo dos meus avós.

    A zoação pode ser até menos escrachada que o pânico, mas chamar de inteligente pode ser um exagero.

    No fim, não condeno e não assisto. Só quero ganhar dinheiro. Acho que vou começar a copiar blogs internacionais de sucesso na cara dura e fazer publieditoriais pra quem pagar.

    Medíocre, porém com dinheiro no bolso.

  8. Karina disse:

    Júlio,

    Também achei que foi extremamente infeliz essa postagem do Rafinha, mesmo citando a fonte como “inspiração”. Faltou para ele o dissernimento de saber a diferença entre inspiração, versão e plágio descarado. Enfim, bola mais que fora, poderia ter ficado sem essa.

    Mesmo porque, me soa com um ato de imbecilidade criticar uma profissão, lançando mão de algo que prova na verdade sua auto-incapacidade. Pobre dos que o classificam como genial, por esse vídeo.

    Porém, não posso concordar com você quanto ao CQC. O Marcelo Tas comanda muito bem o programa que tem o humor mais interessante atualmente na tv brasileira, e nisso eu duvido que você discorde de mim. A não ser que seu gosto caminhe por zorra total, a praça é nossa e casseta e planeta.

    Julgar o CQC pelo trabalho individual de seus apresentadores e repórteres fora do programa, faz com que você apenas aumente a cadeia de eventos: Criticar o trabalho alheio provando sua própria incapacidade. Percebe? Ele critica os jornalistas usando um video de humor plagiado e você critica o CQC usando de argumento trabalhos que não tem nada a ver com CQC.

    Poderia ter feito esse post ser ótimo e perdeu a oportunidade assim como o Rafinha perdeu de criar algo realmente novo.

    • Júlio César disse:

      Eu vi o CQC quatro, cinco vezes até hoje. Em todas, ri três vezes. Se o Oswald de Souza fizesse a conta, a média seria baixa.

      E desculpa, mas eu acho que tudo que o Luque, o Rafinha, o Gentili ou mesmo o Tas fazem fora do CQC reflete e muito no programa. Você vê os dois lados e nota semelhanças gritantes. Mas é aquilo, o humor está mais em que ri do que em quem faz rir. Logo, se você gosta de um, vai automaticamente gostar de outro.

  9. Karina disse:

    Opa, corrigindo o discernimento. Dei uma de analfabeta. Isso que dá postar comentário sem ler e corrigir antes.

    Então, errata: DISCERNIMENTO

  10. Dionisio disse:

    Concordo com o Felipe.
    Quem fala que Dayvid Braga é “engraçado” não tem moral para fala do CQC…

  11. Beijomeliga disse:

    Quem é Davyd Braga? \o/

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