Defensores de pedra matam a pau e conseguem salvar março de asteróide

Tom Jobim
De Ipanema

O julgamento durou milhões de anos. Durante este tempo, Baptistina não podia sequer sair a rua, quem dirá ao espaço. Buracos negros, estrelas, sóis e principalmente o Planeta Terra viravam o rosto para aquele que era considerado um dos maiores genocidas da história dos répteis. Até ontem, quando a Justiça decidiu que o Baptistina não foi o culpado pela morte de milhares de dinossauros.

Tudo começou a 160 milhões de anos, quando uma família de asteróides viajava pelo espaço. O pai, Baptistina, tinha bebido além da conta no restaurante do Fim do Universo. Um trágico acidente aconteceu, uma colição entre Marte e Júpiter. O pobre Baptistina voou para longe e, como não há asfalto na infinita via láctea, vagou pelo espaço.

Ao longo dos anos, diversos tribunais julgaram o pobre Baptistina. Na Inquisição espanhola, por exemplo, a atuação da Igreja foi eficaz para dizer que Baptistina era, na verdade, um enviado de Lucifer a Terra.

Baptistina é julgado pelo Tribunal da Santa Inquisição

Porém um professor espanhol defendeu que o asteróide era, na verdade, um aerolito. Logo, ele não podia ser culpado por um crime que não cometeu. A defesa do professor não funcionou, e durante anos ele foi considerado um lunático que colecionava pedras em casa.

"Aerolitos são corpos celestes"

O clima de paranóia contra Baptistina teve seu ápice durante o nazismo. Hitler chegou a usá-lo como massa de manobra para ascenção do Terceiro Reich. Segundo historiadores, Baptistina foi o responsável pelo comando das tropas em Kursk, além de ser o arquiteto de Birkenau. Julgado pelo aliados em Nuremberg, ficou apenas com a alcunha de ser mais genocida do que Hitler, vez que o lobby dos dinossauros é anterior ao judaico.

Baptistina em Nuremberg

O assunto voltou ao noticiário em 2008, após um grande concerto em solidariedade a Baptistina. Rolling Stones, Queens of the Stone Age, Stone Roses, Stone Temple Pilots e outras bandas que rolam pedras organizaram um Festival na Pedreira, em Curitiba, clamando pela inocência do corpo celeste. Sensibilizados e entediados, astrônomos do Observatório Nacional abraçaram a causa e conseguiram provar a inocência deste jovem aerolito.

Agora, aos 190 milhões de anos mas com aparência de 187 milhões, Baptistina quer voltar ao espaço e, quem sabe, reencontrar sua família. Ou o que sobrou dela.

Perguntado sobre a injustiça cometida contra ele, Baptistina apenas pede respeito por parte de jacarés, cobras, políticos e outros répteis que descendem diretamente daqueles que fora acusado de assassinar.

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4 pensamentos sobre “Defensores de pedra matam a pau e conseguem salvar março de asteróide

  1. Shepones disse:

    Cara, você é doente. HUAHEUHAEUHAUEHAUEAHEAU

  2. Raphildis disse:

    HAHAHAHAHAHAHA…muito bom!!!!

  3. Ana disse:

    Santa criatividade!!!!

  4. Phinderblast disse:

    HAUEHUAHEUHUAHUHEUHAU Nem eu sou tão doido assim cara, muito bom, parabéns mesmo! Abraços do Phin e continue escrevendo xD

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