Siga a estrada de xixi amarelo

Tinha tudo para ser roubada. O cinema era o do Arouche, que nem é romântico como o Olido ou bonito como o Odeon, só para citar alguns cinemas “velhos”. Estava do lado do palco de música eletrônica. Era gratuito, ou seja, a galera que é mal educada quando paga, de graça se esbalda.  E por fim, o filme era dublado por causa das crianças no recinto.

Mas era O mágico de Oz e tudo isso foi ignorado. A sala de 400 lugares encheu e pessoas sentaram no chão. Riam dos diálogos, batiam os pés seguindo o ritmo ou cantavam as músicas. Tinham outras tantas opções – como o Desengonçalves, projeto genial que conta com o Abujamra – mas ficaram lá, vendo um filme de 60 anos de idade que nunca envelhece. Que começa em sépia para depois ganhar cor. Que tem músicas piegas e tão antiquadas quanto a sala de troféus da Portuguesa. Mas ainda assim, um filme genial que eu vou poder contar a todos que vi no cinema. Reproduzido atráves de um DVD, dublado, na Virada Cultural, no Arouche. Mas ainda assim, no cinema.

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