A queda da Bastilha

– Você tá bem?

Ela tentava limpar os joelhos, envergonhada de cair assim,  do nada, no meio da rua.

– Tô sim, só um tombo bobo.
– Tem certeza? Parece que foi feio.
– Nada. Em alguns séculos me recupero. Prazer, Bastilha.
– HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

A cara de poucos amigos deu a entender que não era hora para rir.

– Desculpa. É que meu nome é Robespierre!
– Mentira!
– Juro.

Do tombo para o café, do café para o bar, do bar para o motel mais próximo.

– Documentos, por favor.
– Espera, seu nome é Lucia!
– Claro! Você acha que alguém pode se chamar Bastilha ou Robespierre?
– Mas meu nome é Robespierre!
– Mentira!
– Juro.
– E isso impede algo?
– Claro! Como eu vou contar nos livros que graças a queda da Bastilha eu me dei bem?
– Você chama Robespierre. Você já está nos livros. Um monte deles. E outra, você não se deu tão bem assim.
– É, eu perdi a cabeça.
– Tá vendo, igual ao outro.
– E livre.
– Droga!
– Que foi?
– Não consigo usar fraterno.
– Tudo bem, só a Liza Minelli consegue.

Lucia desceu do carro e foi embora, porque não há iluminismo que sustente uma piada tão ruim.

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2 pensamentos sobre “A queda da Bastilha

  1. Ricardo Mello disse:

    Corre à boca pequena que se a Bastilha fosse na Am. Latrina, chamar-se-ia Bastilla. Isso confere?
    Abs.

  2. […] This post was mentioned on Twitter by Tiago Koyano, Eduardo Carvalho. Eduardo Carvalho said: @pedrolisbao Lê isso http://bit.ly/bonzxG […]

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