Sonho dentro do sonho

ATENÇÃO: esse texto tem mais spoilers do que carro de galeroso da periferia de São Paulo. Se você ainda não viu A origem, deixe de ser mané e vá o quanto antes.

Na primeira vez que vi A origem, cochilei. Não que o filme seja ruim. Tinha ido no mercado de manhã cedo; Gabi, Eric e Junior me convidaram para ir ver o filme logo após o almoço. Não deu tempo daquela cochilada marota pós cerveja de sexta. Lá para a metade do filme, quando eles começam a explicar o conceito de limbo para quem morre dentro do sonho, dormi.

Sinopse de Intercine: A origem tem como premissa profissionais que invadem os sonhos alheios em busca de informação. Um desses caras é Dom Cobb, fodão no que faz e fodido na vida. Dom perdeu a mulher e não pode ver os filhos porque está com o nome mais sujo nos EUA que o Polanski. Daí que surge um personagem, Saito, com uma proposta indecorosa e diz que espera uma resposta, uma resposta de João Cobb. O negócio é simples, segundo Saito: quem invade, pode plantar uma ideia em outra pessoa através dos sonhos.

Um adendo: o nome do filme deveria ser “Dar uma ideia”, em homenagem aos manos da porta do bar.

Pois bem, lá estou vendo o filme quando cochilo. Desperto algumas vezes e vejo que Cobb e sua mulher, Mal, travam um diálogo qualquer. Volto a dormir. Fico nessa rotatória por tempo desconhecido. Desperto em uma cena de ação e vou até o final do filme.

Ontem fui ver no Imax, imagem e som embasbacantes e que tais. Vai seguindo o filme e eu não vejo a parte que achava que tinha visto em quatro parcelas fixas. Ariadne, uma das personagens, explica o conceito de limbo e percebo que não sabia que aquilo estava no filme. Saito estava velho pois morrera em um dos sonhos. Ele ficou no limbo e Cobb só está jovem porque não morreu. E, rufem os tambores, O DIÁLOGO QUE EU PERDI NÃO EXISTIU!

Perto do final, há um diálogo entre Mal e Cobb. A cena é bem parecida – iluminação, posição dos atores –  com a que eu vi no diálogo do cochilo, mas a conversa é outra. Eu não lembro o teor da conversa, mas no meu sonho Mal conversava com Cobb sobre como era a dinâmica da invasão de sonhos e dava um passa fora nele sem motivo aparente. E dentro desse sonho com um trecho do filme que não existiu eu dormia, ou seja, é bem provável que eu estivesse sonhando algo durante meu sonho.

Christopher Nolan, ainda há tempo. Mude seu sobrenome para Nóia.

PS: o filme é bom pacaraleo. Principalmente quando visto mais de uma vez, e uma dessas no Imax.
PS2: A cena do hotel é brilhante, abraço a todos os envolvidos com ou sem gravidade.

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