A labirintite do Minotauro

Lá do alto do Monte Olimpo, Zeus olhou e mandou a letra: cadê o Hércules para o lance dos 12 trabalhos? Ciente de que o cara estava em algum lugar da Grécia resolvendo as crises financeiras dos patrícios, decidiu então que eu seria o cara que ia dançar na labirintite de minotauro, ou melhor, na labirintite da esteira.

– Olha, é normal você sair meio tonto depois de andar aqui, afinal é sua primeira vez.

Meio tonto eu já saio de qualquer lugar, caro instrutor. Tonto por completo estou na vida.

Depois disso foi hora de trabalhar as pernas em novas máquinas de tortura acadêmica, daquelas que só devem fazer sofrer menos que os saraus de José Sarney e caterva na Academia. Fui lá e, um por um, venci os desafios hercúleos com a minha barriga dantesca e meu quixotesco sonho dos 90 quilos. Terminada a batalha, dei uma de Kratos e, olhando lá para o Monte Olimpo, mandei para o cara dos raios o aviso:

– Vou fazer mais meia hora de esteira, seu trouxa. Da próxima vez que for mandar os trabalhos hercúleos, manda fazer em folha almaço que é bem mais difícil.

E andei, andei, andei na esteira até encontrar umas 200 calorias a menos para compensar a cerveja e o caldinho de feijão.

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2 pensamentos sobre “A labirintite do Minotauro

  1. Eric Franco disse:

    O autor omite a parte que confidenciou a amigos: esqueceu de desligar a esteira e quase caiu no chão. :P

  2. Paulo Bono disse:

    Velho, essa história de esteira, tudo isso é infelicidade.

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