Promoção: Imperador, come eu!

Agosto 6, 2008

Fica até meio batido dizer que esse negócio de Império é roubada. A história já mostrou que as pessoas que entraram na história de dominar corações e mentes, conquistar o mundo, comer uma rainha de um lugar exótico, ficar de bobeira nas escadas do Senado - atos que aparentemente demonstram supremacia - rodaram bonito depois de um tempo.

O caso deste blog não foge muito desta sina. Desde o primeiro Imperador (cinco ao todo, sendo que quatro foram para o Elísio dos blogs), eu sempre busquei unificar as tribos ao redor, visando um dia ter o meu Saco de Blog Romano-Germânico, nome este cedido pelo meu chegado de tretas romanas, o Justiniano.

Porém nenhum deles obteve sucesso suficiente para tal. Aliás, eu nunca consegui conquistar nem o meu próprio “reino”, uma vez que vivia montando blogs de futebol, cinema, política, pelota basca, how enlarge my penis e por aí vai. Ou seja, se eu não mandava nem nos meus pretorianos, como ia arrumar um capitão do mato pra juntar a pretorianada toda na senzala.

Agora, ao que parece, sosseguei essa tara por blogs neste espaço. Gosto daqui, é confortável, tem umas moças rebolando ali no canto, o pessoal me respeita e facas são proibidas. Não digo que passarei toda a vida ao lado do wordpress porque a trairagem, a crocodilagem, o caixa 2 é algo intrínseco a essa merda toda de Império. Diz aí Brutus.

Mas eu garanto que até o leitor número 13 mil eu fico. Assim sendo, se você for o cara que entrou neste blog exatamente na hora em que rolava o trezentézimomilésimo acesso, meus parabéns, você vai ganhar um presente do Imperador.

Mas espere, você deve neste exato momento se perguntando: vou ganhar o quê desde filho da puta? Eu devia mentir e não dar porra nenhuma, mas sou justo, magnânimo, sou o representante dos deuses na Terra (tenho documento em cartório para provar), sou do caraleo, um cara bacana e tal, então vou dar o presente conforme o leitor que ganhar.

“Por que?”, pergunta o leitor. Simples: eu ia sortear um livro. Mas vá lá que você, nobre ganhador, seja analfabeto. Este espaço é proprício para quem não sabe ler afinal, com os textos ruins daqui, o cara nem precisa se dar o trabalho de aprender. Pelo contrário, prefere continuar analfa. Brasília é logo ali.

“E o que eu vou ganhar?”, você ainda se questiona. Simples: vou avaliar o vencedor e dar o que ele merece aquilo que endurece. Se eu conhecer o agraciado de outros carnavais, já sei do que ele gosta de uma pica grossa e daí fica fácil. Caso o ganhador seja um completo desconhecido pega no meu pinto eu consulto a vida maldita do infeliz e vejo do que ele gosta. E chega de piadinhas ruins com rimas da quinta série.

“E como eu vejo se sou o leitor 13 mil?”. Ao lado direito, logo embaixo da descrição, tem o número de bocas que foram a Roma. Se você chegou aqui, é uma delas. Pega logo um táxi e vai embora ande que dê merda.

“E se eu não souber ler, escrever? Além do que posso ser cego, perneta, argentino, filho da puta e tenho um olho só, aquele lá. O que eu ganho?”. Amigão, existe presente para tudo. Fodido desse jeito, você pode virar colaborador desta merda de blog. Desde que, é claro, deixe a faca em casa. O último puto que eu achei que podia escrever comigo me esfaqueou nas escadas do Senado.

*Essa promoção nasceu como plágio da promoção da Lelê. Pelo menos o prêmio mudou. Se você ganhar um vibrador, nunca poderá dizer que foi plágio.


Putaquel, gozei e morri!

Julho 31, 2008

Na minha primeira vez, eu acho tive um AVC. Sim, um Acidente Vascular Cerebral.

Não foi meu primeiro orgasmo, mas foi o primeiro durante o ato em si. Estava eu lá, a mulher por cima e eu por baixo. Eis que de repente o lado esquerdo começa a tremer. Não chegou a ser aquela tremida de ataque epiléptico, ou um terremoto em Kobe, mas tremia. Ok, era uma formigação.

Daí que eu lá, prestando atenção em tudo para não fazer besteira logo na primeira viagem, comecei a morrer. Não morrer mesmo, mas dar aquela morrida de leve. Nem teve o lance do espírito sair do corpo, senão até convidava minha alma para um menagè. Divago.

E começou aquele filme típico do pré-morte, com direito a “Walk on air” tocando ao fundo. É, isso mesmo, “look what is happening to me, I can’t believe in myself” e tal. Parei para pensar e agradeci a todo e qualquer tipo de divindade (prevejo um comentário sacana do Junior), pelo fato de morrer ali, num quarto de motel na Santa Cecília. Pô, melhor do que morrer atropelado com a minha BMX Superstar no bairro da Casa Verde. Oportunidade para isso não faltou.

Só que a coisa começou a tomar contornos sérios quando eu vi que a formigação não parava. Já estava até vendo a cena: eu dando (êpa!) entrada (uia!) em algum hospital, semi-morto e de pau duro. Ok, os médicos iam rir. Estava meio frio, cáspita. Enfim, lá estaria eu, pelado, sozinho (a moça obviamente ia embora. Ela foi tempos depois mesmo. Mimimimimimi) com um início de AVC. Que história edificante, por que diabos ela não terminou assim?!

Ao invés disso a formigação passou, tudo correu bem e meu RG está comigo até hoje. Mas sempre que eu lembro daquela primeira vez eu dou uma piscada estranha no olho, igual ao Antônio Lopes, que tem três AVCs por dia só de falar do Marcelinho. 

Lopes tem um AVC no instante da entrevista

Essa piscada marota do olho esquerdo não nega: Lopes tem um AVC no instante da entrevista

*Ok, esse post é em comemoração ao Dia do Orgasmo. Devia ser feriado. E puteiro deveria dar 70% de desconto. Maldito Kassab.


Eu só queria ser inimigo do Democratas

Julho 30, 2008

Uma das minhas maiores frustrações é não conseguir deixar a barba crescer. Sério, eu queria muito ter aquela barba de ermitão que já foi o fodão da galáxia e hoje é considerado um velho gagá preso a dogmas antigos no sertão de Tattoine. Mas não, a minha barba é rala, feia, disforme.

Sempre que eu vejo Náufrago penso como seria se eu passasse 15 anos em uma ilha. Duvido que a barba ia teimar em crescer, vencida pelo tempo e com vontade de fazer algo diferente. Porém de nada ia adiantar, uma vez que ninguém ia ver. Talvez Wilson me considerasse seu mestre. Mas é uma bola de vôlei, o que demonstra ainda mais o quanto eu sou sem moral na quebrada.

Na época da faculdade, por exemplo, eu era comunista chique, como já dito aqui diversas vezes. Acho que abandonei o socialismo de butique por causa da barba. O que é óbvio, vez que se eu era de butique, tinha de ser fashion. E não há Moscow Fashion Week sem uma barba. Sierra Maestra fail.

Para dar dimensão à coisa, a minha barba não cresceria durante um discurso do Fidel. É tempo suficiente para você ficar igual ao Hermeto Paschoal. Mas eu seria logo fuzilado pelo Comitê Revolucionário porque não tenho a barba de Marx. Engels não tinha barba mas, quem ele é na noite do proletariado?

E isso influi no fracasso pois, se eu tiver um plano de dominação mundial e - tal qual sempre - falhar, serei reconhecido em dois minutos. Pois vejam o Radovan Karadzic. Matou geral na Bósnia, a ponto de ganhar a alcunha de Carniceiro. Daí a guerra acabou, alguns ficaram na Bósnia, outros fugiram antes da descarga e o mundo seguiu. Karadzic foi encontrado 11 anos depois e, surpresa, só faltava trabalhar na Lapônia.

No século passado a moda era topete. Neste, a moda é o Sivuca

No século passado a moda era topete. Neste, a moda é o Sivuca

Por essas e outras que vou foder com um banco, não com uma etnia. Pelo menos o Cacciola não precisou de barba em Mônaco.

PS: O cara era uma versão genocida do Brandon, aquele do Barrados no Baile. Dá uma olhada nesse topete roquenrou dele.


E se alguém disser que é mais um…

Julho 29, 2008

… eu respondo que é o mesmo. O Aquático e Gramático mudou de endereço.

E daí?

*Projeto meu e do Eric. Tem tudo para dar errado.


Recordar é viver e deixar morrer

Julho 24, 2008

Encontrá-la assim, depois de tanto tempo, seria estranho. Porque desde aquele “tchau” seguido de uma porta batida com louvor, ele não sabia direito o que sentiria quando a visse de novo. Todas as coisas que foram embora, os discos, os livros, as fotos, as panelas herdadas pela mãe, tudo aquilo voltaria. Mas ele não queria saber mais da coletânea “Coisas que eram nossas”, porque tinham virado o acervo “Coisas dela”. E tinha esquecido. Ou pelo menos tinha parado de lembrar, algo que difere da primeira sensação.

Mas marcaram de se ver. E a dúvida o consumia. “Compro uma arma? Uma flor? Uma cartolina e um pincel atômico, para grafar um sonoro ‘vá tomar no cu’, cicuta?”. Resolveu comprar uma flor, mas levou a arma que tinha em casa, por precaução.

No caminho foi lembrando do fim. De como teve vontade de descer os dez andares e, lá embaixo, com a chuva molhando a camiseta de super-herói que usava, dizer que ainda a amava e que suportaria qualquer coisa desde que ela ficasse. Achou a cena um tanto Meg Ryan encontra Kevin Smith e desistiu. Teve a brilhante idéia de ligar mas, maldita tecnologia, não foi atendido. Comprou a arma e se deixou vagar por diversas situações que envolviam sangue, risos e um “eu avisei”, vindo do escuro. O tiro sairia do claro pois, apesar de noir, ainda era romance dramalhão.

Pensou em chegar atirando, no melhor estilo O.K. Corral. Nada melhor para curar o frio assassinato de um coração do que um banho de sangue. Não, não era isso. Ele queria apenas Justiça, sem ser brega. Olho por olho, dente por dente. Deu azar porque chegou no horário. Perdeu todo o elemento surpresa sentando a mesa.

Ela chegou minutos depois. Continuava bonita, melhor até do que antes. Deu um olá respeitoso, ajeitou de forma muito da filha da puta a saia na hora de sentar. A arma cutucou-lhe o estômago. Ele ainda tinha boa mira e não precisava esperar que Greddo atirasse primeiro. Riu sozinho ao lembrar de Han Solo.

Então começou a parte chata da conversa. O famoso “como vai você?”, onde normalmente as pessoas que saíram por cima esfregam a vitória àqueles que foram obrigados a assinar a rendição. Hitler e Roosevelt tomando um café.

- Estou ótima. Casei há dois meses.
- Como?
- É, lembra do Carlos, aquele nosso amigo de faculdade?
- Sim, lembro… - um cara pior do que ele, inaceitável.
- Então…

Deu um gole no café buscando calma. A calma não veio e, arma a mão, levantou da cadeira com rispidez:

- Que merda!

Dois tiros secos. Ela olhou indignada. Todos olharam indignados e com medo.

- Mas o quê? Por que diabos você fez isso?!
- O café daqui é uma merda! Vamos para minha casa tomar uma coisa melhor.

Ela levantou, deixou dinheiro em cima da mesa e foi. Tinha deixado de ser dele, mas não tinha deixado de ser promíscua.

O pobre garçom morreu a caminho do hospital.


O que será do Cacá Rosset?

Julho 24, 2008

A melhor leitura, analogia, referência, citação ou o que seja, sobre Shakespeare que eu já li:

“O fascinante é que li em National Geographic que há mais pessoas vivas agora do que todas as que morreram na história da humanidade. Em outras palavras, se todo mundo quisesse interpretar Hamlet ao mesmo tempo, não seria possível, pois não há caveiras suficientes!”

Oskar Schell em Extremamente alto & incrivelmente perto, do Jonathan Safran Foer.

*Agradecimentos à Lelê, ao Zander e à Biti, pela indicação do livro que ao menos até a página 51 - juro que por total acaso e não por alcoolismo - segue fenomenal.


Rei esperto só morre no xadrez

Julho 23, 2008

Quem foi o primeiro rei/imperador/donodabagaçatoda a ter a brilhante idéia de comparecer ao campo de batalha? Porque, sem dúvida nenhuma, nasceu aí o maior dos imbecis, ganhando de longe deste que vos escreve. E olha que eu sou capaz de atos que coram de vergonha uma anta.

Tudo bem, você pode dizer que o cara foi conferir qual era dos seus milicos. E na época não tinha nada de satélite, webcam, strip no msn, essa porra toda que hoje nos permite ver o útero de uma guerra. Mas vejam só, sois rei cazzo e, assim sendo, pelo direito divino adquirido você nada mais tem de fazer além de ficar lá no palácio, rindo das piadas ruins do bobo da corte ou acessando o Kibeloco. Tem de ser muito trouxa para levantar sua bunda real do trono real de modo a conferir uma guerra na real. O povo que se foda bem longe do seu soberano.

Por isso que a democracia é bem melhor que a monarquia. Se o Brasil entrar em guerra amanhã, os churras do Torto não acabam. Certo é que com o nosso poder de fogo de dois segundos, não dá tempo nem do mandatário pensar em levantar sua bunda companheira e ir ver qual é do conflito. Mesmo porque, poder de fogo por poder de fogo, o dele é maior. Mas o Bush, por exemplo. O cara aparece no Iraque a cada solstício, sempre achando que está nos Emirados.

Agora o rei, mané absoluto, tem mania de ir ver a guerra de perto. Qual é, pô! Em alguns casos, esse rei é Deus na Terra, certo? Então usa a lenga-lenga de “poder divino” e declara onipresença, enquanto vê a putaria comer solta no Palácio de Versalhes. Está entendiado? Queime três bruxas, aumente os impostos, enfie o dedo real no orifício real.

Ouviu, Carlos VII? Prestou atenção no texto? Pois quando você tiver a brilhante idéia  de acompanhar a Joana D’arc no campo de batalha, pense duas vezes, seu merda!

*Fim do desabafo nerd sobre o jogo Jeanne D’arc, para PSP*

Falando em nerdices, no Rio de Janeiro a polícia prendeu a “Liga da Justiça”. Trata-se de uma milícia, comandanda por um deputado do Democratas e um do PMDB, que atuava na zona oeste da cidade prestando serviços básicos como controle do transporte irregular, superfaturamento de botijão de gás e ligações clandestinas de TV a cabo. Sério, a polícia chegou quando estava reunida a “Liga da Justiça”. Vejam bem, “Liga da Justiça”.

Vamo invadi a boca do Luthor, caraleo!

Eu pegaria uma lotação irregular com o Bátima como cobrador. E encoxaria a Mulher-Maravilha em um tanque de roupa qualquer de Campo Grande. FREE JUSTICE LEAGUE!


Momentos da história que só a Dercy viu

Julho 22, 2008

Poucos livros contam - e aqueles que contam não são achados nas livrarias - mas eu, Júlio César, aquele que um dia foi o Senhor de Roma, o César dos Césares, só atravessei o Rubicão para provar à minha mãe que eu já era crescido.

Explico: quando infante, mamãe me proíbia de atravessar o Rubicão. Era sempre o mesmo papo de “menino, lá é perigoso, o romano do saco mora lá, aquele lugar só tem drogadito”. Aquilo me emputecia de tal maneira que eu acabei colocando como meta que um dia ia passar do Rubicão e dançar o Créus Est velocidade seis, só para mostrar ao mundo o quão fodão eu era ao desafiar minha mãe.

Mas para isso tive de agüentar anos de galhofa dos meus amigos. Além de ser conhecido como “o menino que usava sandálias”, sendo que todos os putos que estudavam na Benedictus Tolosus também usavam, ainda tinha de suportar as chacotas, sempre ouvindo que eu era “o menino que não atravessa o Rubicão”.

Na faculdade a coisa continuou. Lembro que uma estava de mimimimi com a Ápia. Pô, a Ápia tinha dado para todo mundo na sala, tanto que tempos depois, quando já tinha prestado seus serviços ao corpo docente e discente, virou Via Ápia. Só eu ainda não tinha atravessado aquele Rubicão.

Vejam, é sobre isso que eu digo, o Rubicão virou aquele ponto intangível, logo tudo que eu não alcançava levava esse nome. Salvo é claro a Ápia, que só não virou Rubicão porque o nome lembra um caminhoneiro. 

Pois bem, divagações à parte, lembro que a Ápia veio toda faceira um dia, durante uma aula de “Fugindo das facadas no Senado”. Resolvi cabular a matéria, afinal de contas ia dar um rolê na Ápia, se é que vocês me entendem. Só que todos os hotéis e motéis de Roma estava ocupados, exceto aqueles que ficavam além do Rubicão. E puta merda, não consegui ir, brochei e cheguei em casa puto com a velha.

Passei anos pensando em uma estratégia para atravessar o Rubicão. Para isso galguei postos no exército romano e, já general, reuni minha patota de milicos e resolvi que era hora de ir ver qual era da porra toda. Alguns, como o Costus Silvius, queriam antes dar um pau nos judeus, especialmente no Herzog. Falei para ele segurar a onda porque senão algum senadores, em especial o Brizolus, iam encher o saco. Galera reunida, fiz um discurso qualquer sobre a soberania de Roma, grande bobagem. Daí partimos, após o grito de “Simbora putada!” e, pouco tempo depois, atravessei o Rubicão, exclamando logo de cara na fuça de minha mãe:

- VENI, VIDI, VICI, VÉIA!

Tempos depois, tomei no baço faltando na aula de “Fugindo das facadas no Senado”. E o puto do Brutus, chegado meu da faculdade, amigo das cervejas e dos churrascos da sala, nem copiou a matéria. Pelo menos assim ele disse.


O longo dia do Cavaleiro das Trevas na piada mortal

Julho 18, 2008

Assistir ao Cavaleiro das Trevas é uma daquelas situações únicas. Você passará o filme todo procurando por algum defeito, algum furo, alguma coisa fora do universo do super-herói. E sairá do cinema dizendo “Pô, não tem aquela aura camp do seriado de 70″.

Falando de forma superficial, até para evitar os spoilers de sempre, O Cavaleiro das Trevas é um daqueles filmes de ação que consegue reunir conteúdo entre uma explosão é outra. Não é uma diversão premeditada, como Duro de matar, por exemplo. Tudo no filme é conflituoso, toda ação gera uma reação igualmente proporcional e escabrosamente única. É o tipo de filme onde, independente de qual público o espectador faça parte, ele sempre vai dizer, de si para si com cópia oculta para si, que faria aquilo. Exatamente aquilo.

E tem o Coringa. Sem dúvida, é o melhor Coringa, aquele que é mais fiel aos quadrinhos (algumas histórias, é claro). É até mais psicótico, e com uma inteligência superior às diversas versões do Palhaço do Crime que foram criadas nas revistas e em outras mídias. Mas é inegável que o roteiro dos irmãos Nolan ajudou o ator Heath Ledger. Assim como é inegável que um ator de merda cagaria todo o trabalho.

Ele faz parte da tríade de Gotham, completada por Batman e pelo promotor público Harvey Dent. Este primeiro, o Cavaleiro das Trevas, é o justiceiro que odebece à lei por trás de uma máscara além de um velho pederasta, conforme conhecimento público. Já o segundo, o Cavaleiro Branco, é o herói sem máscara de Gotham que, de certa maneira, admira o que a figura do Homem Morcego representa. Se Bruce Wayne não fosse um pederasta pedófilo, Dent seria o seu Robin sem sunga de escamas.

E o Coringa é o caos, é aquele diabo do ombro esquerdo, a figura que vai testar o limite de cada um dos dois heróis de Gotham para mostrar-lhes que, em uma cidade caótica, somente as aberrações tem vez. E tanto Batman quanto Dent sabem que dentro deles há um morcego, uma moeda, uma aberração qualquer que tira todo o sentido de humanidade, transformando-os naquilo que eles mais abominam. O Coringa é o psicanalista que pagaria para ter essas duas psiques no divã. Um grande filme, que valeu toda a espera. E tem a Batmoto (Bat-pod é a puta da tia do Bátima!), que é sensacional.

Rodrigo Martin diz:
mas qual o melhor coringa?
Rodrigo Martin diz:
o Ledger ou o Nicholson?
Júlio César diz:
o Ledger…
Júlio César diz:
mas  o Nicholson poderia fazer melhor…
Rodrigo Martin diz:
se o papel fosse nesse, em vez do antigo, você diz?
Rodrigo Martin diz:
tudo ajudou esse novo Batman
Rodrigo Martin diz:
inclusive a morte do Ledger
Júlio César diz:
sim, acho que o Nicholson seria tão bom quanto…
Júlio César diz:
o conceito de melhor nesse caso é foda…
Rodrigo Martin diz:
eu discordo, porque para o Nicholson ser tão bom quanto, ele teria que morrer
Júlio César diz:
mas vê só: se não tivesse aquela bobagem do Coringa ter matado os pais do Bátima, no primeiro, seriam pontos a mais…
Júlio César diz:
o Ledger não lembra o Coringa…
Júlio César diz:
em nada…
Júlio César diz:
mas ele é o Coringa…
Júlio César diz:
a psique do cara é doentia…
Rodrigo Martin diz:
esse é o problema que eu vi no trailer
Rodrigo Martin diz:
e eu fico me imaginando num papel desse
Rodrigo Martin diz:
é de pirar mesmo
Rodrigo Martin diz:
ter que entrar na mente de um psicótico
Rodrigo Martin diz:
é muito foda
Júlio César diz:
mas é algo que o nicholson faria entre uma mulher e outra… 
Júlio César diz:
vê ele nos Infiltrados…
Júlio César diz:
ele usa terno roxo nos Infiltrados…
Júlio César diz:
ele é um Coringa com jeito de mafioso de Boston…

E ninguém fará um Harvey Dent como Aaron Eckhart. Na minha opinião, o maior destaque do filme por carregar o maior fardo.

PS: Não falo mal de Duro de Matar, série que para mim é uma das melhores de todos os tempos. Mas é diversão premeditada, sem dúvida.
PS2: Exemplo de filme de ação com recheio: Fogo contra fogo, do Michael Mann. Sensacional do princípio ao fim.
PS3: A Batmoto é do caraleo, já disse isso?


Jardim Grécia é muita treta

Julho 16, 2008

Eu e o Eric, na mais completa falta do que fazer, elaboramos o casting de God of War: Spartans indahood. Nunca jogou God of War? Porra, levante-se agora e vá perder 20 horas da sua vida viciando alucinadamente em um dos melhores jogos já feitos para qualquer console.

Enfim, para quem nunca jogou, a história é mais ou menos assim: Kratos é um guerreiro espartano que negociou sua alma com Ares, o Deus da Guerra. Durante o esquema, ficou definido que:

- Pelo presente contrato o locatário, Kratos de Albuquerque e Souza, cede o direito de sua alma, bem como os bens a ela diretamente ligados, ao locador, Ares Tavares Bastos, ficando de comum acordo que este contrato só será cancelado perante a assinatura de juiz supremo e todo poderoso do Olimpo, Zeus Austregesilo de Souza, junto a este cartório sito no Monte Olimpo, sem número.

- Fica ainda estipulado que o locatário tem prazo de 2 (dois) minutos para reclamar com os deuses sobre sua condição de semi-deus. Qualquer inconveniente ocorrido após o supracitado período será de ordem e responsabilidade do locatário, tendo de arcar com as conseqüências de suas ações perante o locador na presença do juiz supremo.

- Assim, determinado está que a alma de Kratos de Albuquerque e Souza pertence ao monte Olimpo, representado nesta missiva por Ares Tavares Bastos.

Daí que com os poderes de Deus da Guerra (Babylon neles, para quem não se ligou no título do jogo) Kratos - que estava a beira da morte - liquidou com o exército invasor e manteve a glória de Esparta. Só que, tal qual homem bêbado e/ou corno, não soube controlar sua fúria e, puto com o mundo e revoltado com o sistema, matou a mulher e o filho e foi ao cinema. Digo, foi até o Olimpo, resolver as coisas com o juiz supremo, Zeus.

Temos então o típico cara que não se encaixa no contexto da comunidade, o tal do pária. E baseados nesses fatos, criamos God of War: Spartans Indahood, uma espécie de Everybody hates Chris, mas com mais sangue. Para o casting, temos:

Kratos: Gerard Butler
Zeus: Samuel L. Jackson
Athena: Michelle Rodriguez
Ares: Mos Def (ou o Ice Cube)
Perseu: 50 Cent (ou Djmon Houson)
Teseu: Denzel Washington
Colosso de Rodes: Michael Clark Duncan
Atlas: Danny Glover (voz)
Coveiro: Eddie Murphy
Oráculo: Beyoncé
Poseidon: Terence Howard
Medusa: Diana Ross ou Whitney Houston
Irmã da Medusa: Aretha Franklin
Bárbaro: Shaquile O’neal

Direção: Spike Lee

O enredo segue a linha acima: Kratos acaba de se mudar para a quebrada de Esparta. Por ser o único branco no raio de 30 quilômetros, enfrenta a desconfiança dos manos espartanos, galera firmeza que comanda todas as paradas da região. Mas Kratos é um malucão firmeza e começa a entrar na função dos nigros, man! Depois de passar umas arma e uns esquema pra boca de Atenas, Kratos começa a chamar atenção da função, que resolve mandar ele pra boca de Hades, porque o malucão tá se crescendo. O que eles não contavam é que geral de Esparta tá na fita pra passar um pano para Kratos. E o que Kratos não contava é que, maior que o medo, ele tinha a decepção da trairagem, crocodilagem total, dos maluco de Esparta. Agora, sem família, sem amigo e sem carteira do SUS, mano Kratos vai caçar um por um nas quebradas de Esparta até chegar no cara que comanda a maloca: Jesus.

- É Zeus! Só porque eu sou negro você acha que eu sou mexicano?*

Não percam, em um cinema firmeza mais perto de você.

*Piada gentilmente roubada do filme Duro de matar: a vingança