Não sei se vocês sabem, mas eu atravessei o Rubicão. Os médicos podem dizer que não, mas eu estava lá, vi, fui e venci. Depois tomei umas facadas porque a trairagem – conforme diz Mano Brown – está na gênese do homem e daquele bando de senadores bichas. Aqueles malditos que sempre cantavam “vamô Roma, vamô Roma, vamô virar República!”.
Pois bem, em 2009, arrumaram um novo Imperador. O cara veio de Milão, tem nome de sucessor meu e tal. Mas ele só é lembrado por causa da Yourcenar. Nem o Justiano é lembrado como Imperador, mas sim como o cara que liberou geral para os católicos em Roma. O Marco Antônio, truta forte, também só é lembrado como o cara que comeu-morreu a Cleópatra. O Tavinho – meu parente – é César Augusto, cantor brega. Eu sou o fodão da bagaça, mal ae. Imperador só tem um e o resto é no máximo emir.
Daí o populacho rubro negro, essa plebe que há tempos não vibrava no Coliseu, resolve nomear um novo Imperador. Distorcem todo o conceito de Roma, Império e afins votando que o cara é ele e que eu tô em quinto, fora da Libertadores. Calé Framengo? Tá de caô comigo? Eu sou do Méier de Roma, e quem é do Méier não vacileia e não pega mocréia, valeu?
No mais, parabéns aos urubus. Ganhar com gol do Ronaldo Angelim demonstra que o Elísio inteiro está ao lado de vocês. In vino veritas, in vino gol.

Lajus est pipus empinus
Imagem gentilmente roubada dos caras do Urbe.
